Quarta-feira, 7 de Junho de 2006

Palavras ao vento

São fascinantes as palavras!

O poder da escrita é imenso, uma simples junção de letras tem a capacidade de despertar em nós tantos sentimentos, por vezes bons, outras nem tanto, mas sempre um sentir…

O dom da escrita, é reservado apenas a alguns, eu atrever-me ia a dizer, que é reservado a muito poucos, no entanto quem o consegue, deleita-nos por completo, a escrita fascina, deleita, viaja, seduz...

As palavras permitem-nos viajar pelo mundo sem sair do sofá, permitem-nos sentir um prazer que nunca foi nosso, chorar com a desgraça de outros, sonhar com o impensável, apaixonarmo-nos por quem nem sequer existe, permitem-nos ruborizar e fazer um sorriso tremendo, porque nos faz bem o que está escrito.

As mais belas palavras, aquelas que vêm da alma, as mais profundas, são de uma grandeza imensa, são de tal forma delicadas que nos fazem ler e reler e sorrir, tamanho é o seu significado.

Saber utilizar as palavras, dar-lhes sabor, contexto, forma, corpo, é talvez dos objectivos mais difíceis de alcançar, porque implica uma sensibilidade tremenda, uma dádiva.

E depois há palavras de majestosamente empregues que nos transmitem uma tal luxúria, sensualidade, que quase tocamos, sentimos, queremos…

Há textos vastíssimos, ricamente trabalhos, sublimemente escritos e que no entanto não dizem nada, não tem simbolismo, não falam, não exprimem, são vazios, frios...

Porque a simbiose entre as palavras e o autor não existiu, porque a autenticidade ficou de lado e o que se quis expor foi só um relato vago, provavelmente as palavras certas estarão lá, mas o tacto para as colocar no devido lugar, o fascínio de poder escrever o que se sente, o que se deseja, o que se quer, o que se viveu, o que há de mais belo, o que revela prazer, o que realmente nos completa, falhou.

                     

E há meras frases, tão simples, tão puras, tão autênticas, humildes, que nos exprimem o que tanto queríamos dizer e não sabíamos como, só porque lá está parte de nós, só porque já o sentimos, ou porque afinal temos o dom de expor o que tantos pensam.

E a coragem de impor os nossos sentires, de ser diferente, de sentir impulsivamente e de ter prazer em sentir o que se escreve e de escrever com um sorriso que nos transporta para onde as palavras no guiam.

Há poemas tão belos, que para nós são meras letras juntas, e depois há textos, tantas vezes sem qualidade literária, que nos fazem tão felizes…

As palavras são intemporais… tal como os sentimentos… ou a alma...

 

Escrito por Marisa às 09:18
Piacere | Vero? | Grazie
13 comentários:
De Ca a 15 de Julho de 2006 às 05:01
Concordo contigo querida...

Expressar através da escrita é um dom! E tu tem-lo !

Como tudo na vida, o expressar através da escrita tem mais sabor quando é feito com entrega de corpo e alma! E isso transmite-se! Oh yeah !

Continua a presentear-nos.

Como te invejo, no bom sentido da palavra, isto porque gostaria de me expressar deliciosamente como tu amiga.
De jjp1960 a 16 de Junho de 2006 às 10:42
As palavras são a base de tudo
Certas pessoas com um modo melhor de expressar e outras nem por isso
Eu adoro ler e outras vezes tambem escrever textos tambem mas não tão loongos como os teus
Só melhor a comentar
A dissertar sobre o que alguem escreveu
E sinto que aqui vou ter muito disso para fazer
Beijo escrito

De Marisa a 16 de Junho de 2006 às 11:20
Grata pela simpaia, volta sempre!
Baci per te.
De Sérgio a 8 de Junho de 2006 às 02:24
Tu tens esse dom :)))))
Há imagens que valem por mil palavras , mas tb há palavras que valem por mil imagens .......
É a primeira vez que aqui venho ...... gostei muito:)))
De Marisa a 8 de Junho de 2006 às 09:05
Então volte sempre que queira, fico contente de saber que a minha escrita também vos seduz... Baci .
De Dossier de Argolas a 7 de Junho de 2006 às 16:46
Palavras são palavras (escritas, orais, pensadas)!
Carros são carros!
Chuva é chuva!
Um sapo é um sapo!
La bella itália es veramente la bella italia!
...e assim por diante.
Se cada um quiser dar importancia ou interpretação diferente àquilo que É, de acordo com o seu estado de espirito...pois que o faça. Mas de resto...solamente paroles!
Va benne?
De Marisa a 8 de Junho de 2006 às 09:04
Gostei! Também podias ter escrito, ora bela merda que texto que aqui puseste mas não, ainda me informaste que um carro é um carro e assim por diante. As palavras são palavras é vero, mas saber utilizá-las, não é pra todos, por isso é que há tantos acidentes de carro... Grazie , baci per te bambino .
De Dossier de Argolas a 8 de Junho de 2006 às 09:19
Ahahahahahaha...e por isso é que a gente se molha quando anda à chuva!! Nos sapos nem falo! E sobra "la vechia italia, belissima", também não digo mais nada, se nao ainda decobrem que não sei nada de italiano...(copiar estas frases dá uma trabalheira)!!! Ciao
De Marisa a 8 de Junho de 2006 às 09:30
Tentaste!
Eu de italiano, tambem pouco ou nada, mas não contes a ninguem...
Baci.
De Zuco a 7 de Junho de 2006 às 14:17
Sempre que escrevemos é para alguem, nem que seja para nós.
Escrever é um acto mágico, (e não é por acaso que há palavras magicas...) porque transforma quem escreve e quem lê
Finalmente, é tambem vencer o tempo.

E tu não nos estás a dizer que te vais embora, pois não?

Mont Blanc
De Marisa a 7 de Junho de 2006 às 14:28
Grata pela constante simpatia.
Pois é a escrita vence muitas coisas, até alguns medos.
Mont blanc- individuel, o meu perfume de eleição, bravo!
Canetas Mont Blanc, tenho uma escreve maravilhosamente bem...
De MSDOS a 7 de Junho de 2006 às 11:18
Marisa, acho que precebeste a verdadeira essencia da escrita...

Escrever é muito mais do que nos pôr a imaginar, é mostrar-nos a alma nua!

Por isso me doi tanto escrever!
De Marisa a 7 de Junho de 2006 às 11:20
Doi?
Mas não é um prazer o acto da escrita?
Não é uma dádiva poder colocar em palavras o que se sente?
Dói escrever a alma nua, se a própria alma tem sofrimento...
Grazie, baci per te.

Vero?

veropiacere@sapo.pt

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