Quarta-feira, 26 de Abril de 2006

A dependência da Liberdade

Adoro ser livre e sei que este é também um desejo de todos, agora se sabemos dar o verdadeiro valor à nossa liberdade, se prezamos a nossa liberdade e se percebemos o que é a verdadeira liberdade, bom, quanto a isso terei as minhas dúvidas…

 

A independência é algo que procuramos incessantemente e cada vez mais novos, porque queremos ser ‘donos do nosso nariz’, porque só sendo independentes podemos ser nós próprios com toda a nossa personalidade e carisma, revelando os nossos valores e sobretudo as nossas vontades.

 

Mas ser livre será ser independente?

 

Ou a independência passa pelo físico, pelo palpável, pelo material, pelo carro, a casa, as roupas, as saídas, as viagens e a liberdade passa pelos nossos conceitos, pelas nossas vontades, pelo nosso gosto pela vida.

Pelo amor a nós próprios e à nossa vida!

Há pessoas que são dependentes de outros e no entanto são livres, livres de espírito…

 

Uma pessoa preconceituosa será livre?

 

                       

           

Se calhar não, está dependente de conceitos, de ideais que não a deixam ser livre e deixar também os outros viverem a sua liberdade, as amarras de um preconceito serão por ventura mais fortes que a dependência de alguém ou a alguém.

 

E os tabus deixam-nos ser livres, tendo como barreira aquele assunto ou critério por vezes intransponível?

 

Eu julgo-me livre e reitero essa liberdade, porque tenho o meu espaço e deixo o espaço que os outros têm por direito, mas sobretudo porque estou sempre disposta a novas experiências e opiniões, sou de livre de pensamento, porque não me fecho em conceitos que reprimem, porque procuro sempre o conhecimento e só conhecendo podemos ser livres, respeitando e vivendo de uma forma autêntica, genuína.

E sou independente e trabalhei imenso para ter essa independência, as minhas dependências, ultrapasso-as livremente e só me valem de algo porque também sou livre, ou antes, de que me vale a independência de ter um carro, uma casa, o meu espaço, se depois não sei gerir essa liberdade?

Se depois fico acorrentada ao que a minha independência me deu e fico presa ao que conquistei, a liberdade é superior à independência de nada me vale ser independente se depois vivo para mim e sou tão independente, que só eu me apercebo de tal facto!

Escrito por Marisa às 11:48
Piacere | Vero? | Grazie
17 comentários:
De Ca a 9 de Maio de 2006 às 00:03
Querida consegues expressar-me muito bem! Melhor que eu própria. Divino!! Liberdade versus independência é um tema fascinante! Para mim, ser livre é ser independente de preconceitos/tabus (ou seja, é não agir em função do "socialmente correcto", é não agir em função do que o outro possa pensar a nosso respeito), o que permite que sejamos autênticos/genuínos. Não nos podemos esquecer que o desejo de ser live é comum no ser humano. Portanto, a nossa liberdade deve respeitar a liberdade do outro. Todos temos o direito de ser livres e consequentemente o dever de respeitar o outro por ser livre. A liberdade implica tolerância. Adorei, simplesmente delicioso!
De Marisa a 9 de Maio de 2006 às 09:08
Deliciosa és tu...
Baci
De ZUCO a 27 de Abril de 2006 às 17:19
Primeiro um twinks...

Agora alinhas num café e pedes um capuccino...

Ok! Eu convido-te , mas prometo que não te digo que és bonita!
De Marisa a 27 de Abril de 2006 às 17:34
Mas eu adoro que digam que eu sou bonita...
De igara a 27 de Abril de 2006 às 14:30
Vamos lá a ver se desta vez este comment fica. Para mim a liberdade é importante e sempre me regi pela premissa que diz que a liberdade é importante, desde que não colida com a liberdade dos outros. Sempre me tentei reger por esse principio para que me respeitassem e para ter o reverso sobre a forma de respeito. Em relação á independência, já passei por tantos estágios na vida, que sei que a independência se pode sentir em contornos distintos e definidos. Na situação em que me encontro actualmente a independência tem a ver sempre com o bem estar de outros (os meus filhos). Ao longo da minha vida dei passos longos em dircção á independencia, comecei a trabalhar cedo, abdiquei 3 vezes da entrada na faculdade, cumpri sonhos, realizei etapas e caminhei sempre convicta que os meus passos me realizariam. Hoje em dia, penso que a beleza das partilhas com os meus filhos, abdicar por eles, não é compativel com sentires de independencia. É claro que continuo a fazer noitadas, a ir ao cinema, a sair com os meus amigos, mas isso não é independencia, é preservação do nosso espaço. Continuo a pensar que tudo é possivel em seu espaço e em seu tempo...já fui independente, já tive sonhos e atingi metas...agora é tempo de usufruir e de apreciar as opções que fiz na vida. Um beijo manso minha amiga :)
De Marisa a 27 de Abril de 2006 às 14:35
Agora ficou e eu adorei!
Pois minha amiga a tua ´vida já tem muita liberdade para contar. Digamos assim, tens dependencias que adoras e és livre de desfrutá-las, que bom!
Grata pela vista um beijo terno para ti!
De ZUCO O LIVRE a 27 de Abril de 2006 às 10:01
Eu sou livre.

Não sou independente porque tenho dependentes e dependências, mas sou livre.

Café
(completamente diferente, esta, mas tambem boce, quente e apetecivél.)
De Marisa a 27 de Abril de 2006 às 10:35
Ora aí está, a liberdade és tu que escolhes, as dependências, pois que fazer?
Mas a ideia é essa, somos sempre dependentes de algo, ainda que trabalhemos nesse sentido agora a liberdade decidimos nós, o pensamento é livre!
Bom eu alinho, capuccino... e um baci...
De Alexxandra a 27 de Abril de 2006 às 01:34
Ahhh, desculpa...além de ser fala barato, sou uma esquecida... não sei se deste conta, mas a Alexxandra é A.Feiticeria... LOL... Uma beijoca...
De Marisa a 27 de Abril de 2006 às 10:20
Pois era previsivel, pá!
Ganda feiticeira, beijokas pra ti!
De Alexxandra a 27 de Abril de 2006 às 01:31
LOl...Parece que afinal deu. Olá linda, como te disse, já tinha andado por aqui a espreitar o que vais postando... e como te disse, já tinha tentado comentar mas não tinha resultado, não me perguntes porquê... Bem, então é assim, do que tenho lido, gosto particularmente da tua maneira desinibida de escreveres sobre os desejos, as vontades, os prazeres...gosto disso talvez porque não prescindo dessa parte das emoções na minha vida, gosto de viver por e para ter prazer... Em relação a este artigo, deixa-me dizer-te que a liberdade por si só, é um tema muito filosófico, e como tal, cada um tem a sua maneira prória de opinar, de a viver, de a encarar e de a saber aproveitar conforme a vida lhe dá oportunidades para tal... Considero que nem sempre somos livres, é um pouco como a felicidade, apenas momentos... Penso que cada um, deve ser livre como quiser e onde quiser... a vida é que nem sempre nos dá oportunidades para pormos a nossa liberdade em pratica, ou pelo menos, como a defenimos... não querendo com isso dizer, que tenhamos que ficar presos ás condições impostas pela sociedade ou por quem, seja lá quem for... pois até aí, é uma liberdade de escolha, a sujeição ás regras do quotidiado socio-economico, sei lá... se é que se pode restringir a liberdade a um espaço ou a uma condição. Eu penso, e como é lógico estou sujeita a contradições de ideias, que a liberdade é unica e exclusivamente uma palavra criada para defenir fronteiras, impondo regras e quando me refiro a fronteiras, claro que não falo no aspecto logistico da questão, mas de controlo de emoções...embora, por vezes esteja tudo associado... è um tema tão complexo, que nunca foi resolvido... é muita vezes debatido, mas sem nunca ter uma solução unânime, exactamente porque todos querem impor limites, regras, condições...e para haver liberdade plena, nunca existirá limites de especie alguma... Por isso, ficará sempre a dúvida...seremos livres de facto??... seremos tão livres ao ponto de vivermos apenas os sonhos?? ... Eu acredito que poderemos ser...mas que não o somos... Nem nunca o seremos enquanto tivermos que viver sobre regras e condições... Mas claro está...isto é apenas a minha singela opinião e como me considero livre, neste caso de exprimir a mesma, dou-te o direito de liberdade de escolha, para que a publiques ou não...LOL... Um bem haja para ti, e que penses sempre, que és livre... Eu não o sou... (aconselhava para este tema, uma música fantastica que resumia aqui em muito o meu discurso... "Imagine - john lennon"
De Marisa a 27 de Abril de 2006 às 10:13
Olá, muito obrigada pela visita!
Quanto à música e començando pelo fim, bom, não me recordo de melhor!
O teu comentário, concordo em tudo o que dizes alterando apenas, o que eu considero o busilis da questão, portanto tu és dependente da liberdade. Mas a liberdade de que falo, ou o que eu entendo por liberdade está na nossa alma é o nosso pensamento e nessa caso não existem as fronteiras que disseste, porque afinal de contas as amarras da liberdade és tu que as crias.
Tu falas-te, quanto a mim da dependencia da vida e todos as temos.
Grazie, baci per te principesa.
De Alexxandra a 27 de Abril de 2006 às 00:53
era só para exprimentar se dava...lol
De maresia a 26 de Abril de 2006 às 18:22
Venho retribuir a visita que fizeste ao meu Blog. Sei ke são diferentes especial/ a escrita...mas conteúdos semelhantes...
Gostei deste texto...e ..da foto tb...sabes ke sou uma amante de fotos???
Bjinho
De Marisa a 27 de Abril de 2006 às 09:15
Olá, adorei a minha visita pelo teu sitio. Quanto a fotos, de facto já tinha percebido que tens paixão por elas, o teu blog é um óptimo sitio para ver belas fotos... Agradeço tambem a tua visita, e espero sempre por ela, baci.
De Carlos a 26 de Abril de 2006 às 15:47
Encontrar-te...
foi bom!
Encontrar-te,
foi como possuir
Todos os azuis.
Como se tivesse um mar e um céu
Dentro de mim.
Encontrar-te,
foi como possuir
Todas as cores,
todas as flores.
Todas as luzes.
Foi como se o vento e as velas
Trouxessem a calma,
a paz,
Que tanto bem fizeram
A minha alma.
Encontrar-te ...
Sentir a tua pele.
Teus doces beijos.
Hum!!.
Foi bom!
Só tu sabes escutar
O meu ser.
Agora sonho,
vou ao amor...
E no amor,
sonho...
Embalo-me em teus braços,
Nos primeiros raios
De uma nova manhã.
De Marisa a 26 de Abril de 2006 às 15:56
Deslumbrante! Fiquei absolutamente estarrecida, de beleza singular.
Amei, espero sempre a sua visita com ansiedade, baci.

Vero?

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