Quarta-feira, 27 de Junho de 2007

(...)

Enquanto a água caía demoradamente, prazerosamente, minuciosamente por cada extremidade do meu corpo, cada curva, eu percebia que nem sempre a senti assim…

Julgo que não fui eu quem descobriu o meu corpo, talvez ele é que se tenha dado a conhecer, em momentos banais como aquele simples acto de tomar duche, ou passar um creme pelo corpo, ou simplesmente pelo prazer de tocar, e tocar em si mesmo esconde muitos segredos.

Desde os tempos em que tinha quase vergonha de me olhar, de me percepcionar, até hoje em que o prazer de me deter em partes do corpo que me excitam só de olhar, vai um longo caminho de aprendizagem. Aprendi a gostar de mim, a apreciar-me, a tocar-me, a sentir os meus impulsos, a sentir o prazer a brotar…

Antes o acto de tomar duche, era muito simplesmente um acto rotineiro, um acto de higiene e só, mas à medida que o tempo passa, vou descobrindo que é um local de reencontro comigo, que é um local de culto quando a alma anda separada do corpo, é um momento de permanente descoberta, porque tudo ali sou eu e as minhas mãos…

Há coisas que não se aprendem, vão-se adquirindo com o tempo, não se ensina a atingir um orgasmo, não se ensina a amar, não se aprende o prazer, tudo é o sentir, a maturidade, a entrega, o desprendimento, a simplicidade ensina-nos que o que mais prazer nos dá, é muitas vezes parte de nós…

 

               

 

Tomar um duche, pode ser só mais uma das coisas que se fazem todos os dias, pode ser mais uma tarefa quotidiana, mas também pode ser um dos momentos mais aguardados do dia, pode ser o que nos devolve um sorriso, a serenidade, a confiança, o piacere…

Ontem entrei para o banho, profundamente cansada, desgastada, desmotivada… saí, passados alguns momentos que são muito meus, relaxada, revigorada, deliciada e certa de que aquele tempo é essencial, assim como o vero piacere…

Escrito por Marisa às 10:13
Piacere | Grazie
De Ca a 29 de Junho de 2007 às 12:24
É assim mesmo, desfrutar ao máximo cada simples tarefa do nosso dia-a-dia!

Há que nos entregarmos à vida e viver, em vez de, fazermos de conta... e enganarmo-nos, sobretudo, a nós próprios... e/ou ainda acomodarmo-nos, passando a sobreviver, limitando-nos a sermos praticamente «máquinas comandadas»...

Sabes bem.

Beijos meigos
De Marisa a 2 de Julho de 2007 às 11:05
É muito simples... e tamanhamente prazeroso.
Sei...

Beijokas.
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