Segunda-feira, 23 de Abril de 2007

Me, myself and i…

Enquanto passava delicadamente o creme hidratante (nada de auto-bronzeadores, sou branquinha temos pena!), pelo corpo e me detinha muito especialmente e prazerosamente ‘en ma damme’, ahahahaha, pensava, ‘Eu sou uma mulher linda!’.

Quer dizer... não visto o 36, bem sei, não tenho 1,70m de altura, nem cinturinha de vespa, nem pezinho de princesa, nem olhos azuis, sequer cabelos louros… e sim tenho celulite, pior… estrias… e então?

Afinal sou só humana e não tenho tempo nem dinheiro para tratamentos à carteira que só nos fazem ficar mais deprimidas porque percebemos que nunca seremos esbeltas, sensuais e deslumbrantes, como a Angelina Jolie… ok exagerei mas a mulher é uma deusa, levar-me-ia à completa loucura… ainda mais… ai, ai.

Mas dizia eu, ora mesmo assim, mesmo depois de admitir isto tudo perante mim, que é de facto algo merecedor de garbo, eu acho que sou uma mulher gira!

Sei exactamente o que quero, tenho um sorriso lindíssimo, permitam-me e modéstia…, sou uma boa conversadora, o que significa que qualquer assunto que venha eu encaixo e discuto, sou bem disposta, e tenho um charme fantástico que os meus poucos atributos me ajudam a salientar.

O que me faz sentir assim?

                     

Os maravilhosos decotes que adoro usar, os saltos altos que uso pelo andar deslizante que me conferem… e sempre ajudam a levantar o bum-bum… o estar, simples e imponentemente estar, a presença pesa, ninguém é mais elegante, bonita e maravilhosa que eu, quando estou perto de quem gosto e me esforço por proporcionar um óptimo momento a mim e a quem tenho por companhia.

Recuso-me a fazer sacrifícios por quem quer que seja, muito menos por mim, só uso o que me faz sentir bem, só digo o que penso.

A minha beleza é muito mais do que medidas, do que um corpo estereotipado, sem marcas do tempo, ou das minhas vivências, ou dos meus excessos, eu sou uma pessoa excessiva! Rio-me excessivamente, irrito-me excessivamente, brinco excessivamente, vivo excessivamente, tenho muito mais para mostrar, além de perfeições que de perfeitas nada têm, ou de futilidades que só me fazem perder o que de melhor a vida tem.

Tudo o que há a mais ou menos em mim, é tão simplesmente meu, faz parte de mim, é o meu ser e portanto gosto dele, ostento-o com orgulho e nunca será uma ‘miss sou podre de boa e tenho tudo perfeitinho’ que me fará ter inveja ou sequer aspirar a ter tudo o que ela tem e por isso mesmo deixar de ser eu!

Quando todos percebermos que a nossa beleza parte de dentro e que os olhos são os últimos a percepcioná-la, aí haverão menos depressões, mas muito mais alegria, num mundo que felizmente não tem medidas perfeitas, nem sequer semelhantes…

Escrito por Marisa às 15:57
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