Quinta-feira, 22 de Março de 2007

Homem?

Num destes dias, entre copos e umas valentes gargalhadas, discutia-se o facto de se nascer homem ou mulher, enfim entre amigos de ambos os sexos é sempre um assunto na ordem do dia, principalmente quando não se quer falar logo de sexo, propriamente dito!

A Safira saiu-se com ‘eu adoraria ter nascido homem’ ao que eu obviamente discordei, ora eu adoro ser mulher!

Dizia ela, que também não lhe desagradavam as suas formas corporais, reconhece que temos uma outra força interior, mas que o mundo foi feito para os homens, que tudo lhes é facilitado, que nós dependemos essencialmente de nós e eles têm sempre o nosso apoio incondicional, ainda que não se apercebam está sempre uma mulher por perto, quanto mais não seja para que percebam a sua superioridade…

Pois eu discordo, completamente, redondamente e absolutamente!

Qual quê?

Bebemos mais um copo, fartámo-nos de rir mais uma vez, os homens sorriram com aquele ar de, 'what can i do?’, e em relação ao assunto ficámo-nos por ali.

Mas agora que penso nisso… como pode uma mulher desejar, ainda que secretamente, ter nascido homem?

Perguntava-lhe eu, ‘Então e as tuas mamas, pá? São tuas!’ o que naturalmente só nos fez gargalhar mais uma vez.

E a nossa sensualidade que eles nunca conseguirão alcançar, a sensibilidade, a nossa beleza, o facto de sermos os eternos seres de culto?

               

Eu adoro ser mulher, género feminino e luto contra quem for preciso para me assumir como sou e na realidade gosto de ser.

O prazer de poder olhar-me e ver umas formas lindas, que também aprecio imenso noutras mulheres, a leveza que é colocar-me em cima de uns saltos altos e perceber que olhos gulosos me percorrem os passos, sentir que o sorriso mexe com a mente de um homem, sentir-me um ser desejável ainda que por vezes inacessível…

Saber que apenas dependo de mim, estou com quem quero e porque quero, que posso desenvolver o mesmo tipo de actividades que eles e ter ainda o prazer de ser mãe, mulher, dona de casa, amante…

Ainda que nós sejamos umas eternas complicadas, tenhamos umas manias um bocado esquisitas e na realidade nem nos nós entendamos muito bem, somos mulheres ora!

O mundo pode até nem estar sempre preparado ou facilitado para nós, mas temos vindo a conquistá-lo, já toda a gente percebeu que viemos de muito mais longe que os homens e já lhes vamos à frente na corrida.

Portanto a única hipótese de me acontecer algo semelhante, é apenas e só pelo fetiche ou curiosidade que é, por alguns momentos fazer o papel do outro, tentar perceber a magia com que nos vêem, o fascínio que nutrem por nós e já agora... de sentir um pouco do prazer por eles sentido…

Escrito por Marisa às 15:12
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