Segunda-feira, 19 de Março de 2007

Chorar...

Gosto imenso de chorar…

Acho que sempre gostei, obviamente nem sempre gosto das razões que me fazem chorar, nem sempre se chora de felicidade, mas refiro-me ao acto em si, à humildade, à nobreza de quem chora e se admite assim.

Já quando era pequena, dizem, quando chorava por birra, ou sono, ou porque de facto estava aborrecida, passado algum tempo iam encontrar-me em frente ao espelho do quarto a olhar pra mim… a chorar…

E hoje em dia, continua a ser algo que me dá uma enorme paz de espírito, um conforto, uma paz, serenidade, à talvez dos actos mais íntimos que existem, é talvez uma das nossas maiores verdades, porque dificilmente se controla a vontade de chorar e é também muito saudável esta capacidade de, em lágrimas expor sentimentos…

Se calhar por gostar tanto de rir e rir tanto é que aprecio, esta minha forma mais verdadeira de sentir.

Às vezes nem há assim uma grande razão para tal acto, o mundo não me desabou na cabeça e nem tive uma alegria daquelas que são infindáveis, mas aperto-me contra mim e assim que sinto as lágrimas a caírem, sinto-me mais eu.

Como se de repente do meu mundo só fizesse parte aquele momento, não havendo uma especial razão, há talvez uma necessidade, porque a sensação de leveza com que se fica, a alma lavada, é uma óptima sensação.

         

 

Não gosto de chorar perto de ninguém, não choro sinceramente, verdadeiramente, não porque sinta vergonha, ou porque me sinta humilhada, ou menos forte, mas é dos momentos mais íntimos que tenho, porque isso sim é sentir-me nua, a minha alma ali exposta, para quem muitas vezes nem percebe o seu significado, aquela necessidade, aquele momento mágico.

Sempre foram as imagens mais belas que vi, as de lágrimas, pessoas que choram enquanto riem de felicidade ou por uma dor tão fina que quase corta, a sinceridade que está em cada momento desses, é talvez inexcedível, um sorriso todos nós fazemos, uns mais verdadeiros que outros… mas chorar, demonstrar que nos afecta, que nos tocou, que somos vulneráveis…

Às vezes secretamente brota-nos uma lágrima e ainda que aos olhos do mundo seja imperceptível, para nós representa um momento, que não conseguimos deixar passar, esses sim, são os nossos momentos mais verdadeiros e fiéis a nós próprios...

Chorar não é uma vergonha, ou fraqueza, mas um acto nobre de quem sente verdadeiramente e se assume como tal…

 

Este texto não tem como propósito a tristeza, ou um momento menos feliz da minha vida, é só o assumir de um acto que me agrada muito...

Escrito por Marisa às 10:00
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