Segunda-feira, 8 de Janeiro de 2007

Estados de felicidade...

A primeira vez que me apaixonei bateu forte, foi… como se estivesse e correr e de repente houvesse uma barreira intransponível, que me fez parar de uma só vez. De repente acabou o cansaço e a corrida e a velocidade, tudo parou… só a cara continuou ruborizada.

É engraçado, a paixão não é uma coisa que se vai adquirindo, ou atingindo, ou percebendo… não comigo, olhamos por acaso e pronto fomos mordidos, estamos noutro universo, a vida ganhou outro sentido… dura pouco, mas enquanto dura é loucamente bom.

Não estou apaixonada agora e ainda bem, porque tenho a consciência de que andar muito tempo nesse estado de levitação é quase prejudicial, a vida não tem a sua forma verdadeira e todas as outras coisas, que não o ser por quem estamos apaixonados, são completamente secundárias.

Julgo que a paixão é dos poucos sentimentos que tem a total capacidade de nos transfigurar, de nos fazer cometer os maiores excessos, de nos proporcionar uma felicidade infindável, de nos tornar completamente irracionais, de nos fazer ver o mundo com outras cores e de nos cansar de tanta sensação boa.

Faz-nos bem uma paixão arrebatadora é verdade, mas é também muito desgastante, muito intenso, muito possessivo, prefiro agora algo mais tranquilo e bem saboreado como é o amor… é quase como se a paixão que vivi passasse agora para outro nível, como se tudo aquilo que é tão bom, fosse agora insuficiente ou menos apreciado, ou menos querido…

                   

 

O que eu aprecio mesmo é a cumplicidade que quem fala para além das palavras, os silêncios que se completam de mãos dadas, as noites num peito aconchegante e calmo, os banhos partilhados pela espuma para além do corpo, as sms’s que têm um código próprio de quem já não precisa de expressões pré-concebidas, as recordações que trazem brilho nos olhos, a alma que não é gémea de ninguém mas precisa da outra que tem conceitos semelhantes… e adoro sentir saudades… da pele, do odor característico, do sorriso tímido, do calor do corpo, de partilhar o que quer que seja, partilhar-me, partilhar-nos…

Dizem que o amor é o culminar de uma grande paixão, que não se pode amar o que não foi paixão, que o amor é mais morno, que a paixão é brasa, não sei… mas se for assim, então as grandes paixões são a antevisão do magnífico estado de vida que é o amor…

Escrito por Marisa às 09:20
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