Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2006

...

Apetece-me o amor, ou talvez a sensação pura, livre, inocente e inconsequente que ele me provoca.

Apetece-me a paixão arrebatadora, irracional, impulsiva, intensa, verdadeiramente apoteótica…

A magia das borboletas no estômago, a loucura dos actos impensados, a fantasia do eterno, a utopia da perfeição… apetecem as noites sem sono, os dias sem fome, as palavras sem sentido e o olhar perdido à procura de alguém… sobretudo sentir que é aquele alguém…

Esperar o dia inteiro por um beijo que sei, vai valer por cada minuto de espera e sorrir secretamente com a memória do último entrelaçar de mãos.

 

                          

 

Apetece-me ter um alguém a quem entregue a alma para me cuidar, a quem dê o que sou e me ame por isso mesmo, a quem conte todos os meus medos e segredos, e num só abraço ou mero afago consiga dissipar… alguém que eu possa cuidar e mimar, contar os meus pecados e pecar em perfeita sintonia.

Acordar numa manhã de chuva, dentro de um pijama, despenteada e ensonada, olhar para o lado e perceber que não me falta nada, saber num olhar que estou perfeita e sentir num beijo o calor a brotar do âmago.

Apetece-me levitar com um olhar, roborizar com um sorriso, transpirar com um gesto e gaguejar com uma atitude.

Apetece-me viver por e para alguém, apetece-me esquecer limites e racionalidades, pensar que tudo é para sempre e que o amor é uma condição de vida da qual não abdico mais…

Escrito por Marisa às 09:56
Piacere | Vero? | Grazie
14 comentários:
De Ca a 5 de Janeiro de 2007 às 12:40
Amei...

Eu não diria melhor!!!

É o meu sonho, bem, tu sabes disso...

Parabéns, adorei, descreve uma parte de mim.

Uma beijoca especial
De Marisa a 5 de Janeiro de 2007 às 14:23
Eu sei que é o teu sonho, és uma romantica incurável, este texto é muito para ti!
É o teu fiel retrato, é a tua alma.

Mil beijos.
De Zuco a 12 de Dezembro de 2006 às 22:38
A mim tambem me apetece. E faço por isso!
De Marisa a 13 de Dezembro de 2006 às 09:26
Olá Zuco!
Se calhar apetece-nos a todos, mas depois chega aquela fase em que não conseguimos esperar mais... e fazemos por isso!

Hot chocolat.
De Feelings a 12 de Dezembro de 2006 às 20:17
Apetece-te...ser feliz? saber que cada espera te trás um sorriso? que de cada silêncio podem nascer as palavras que desejas ouvir?

Os teus textos são sublimes...

Até já... ;)
De Marisa a 13 de Dezembro de 2006 às 09:24
Apetece-me a paixão.
Ser feliz? Sim, se isso for bom e verdadeiro...

Muito obrigada pela visita e mimo, um beijo.
De Maeve a 12 de Dezembro de 2006 às 16:28
Marisa...
Adorei este post... aliás como todos os outros!!
Porquê??
Porque eu sou uma romântica incuravél!
Embora me custe admitir este defeito.
Beijocas amiga.

De Marisa a 12 de Dezembro de 2006 às 16:58
Maeve, linda.
Que bom que gostaste e que bom esse miminho!
Pois eu nem sou grande romantica, não consigo ser assim por definição, mas apetecia-me tanto...

Um beijo imenso, obrigada.
De ZePedro a 12 de Dezembro de 2006 às 14:16
Gostei mesmo muito de ler
É um modo de sentir que eu partilho, que desejo, e que estou a viver de um modo muito emocional.
Mas todos nós temos a nossa parte emocional e a nossa parte racional.
E tendo em conta a minha parte racional existe algo que para mim não bate muito certo mas que poderá ser uma visão distorcida da minha parte.
Este post de um certo modo poderá entrar em contradição com o post da "libertação" de que neste momento não me recordo do título, mas a meu ver existe uma contradição entre a liberdade de ser e de viver o que se quer com quem se quer e como se quiser comparando com a exclusividade de viver um amor como o aqui descrito.
Tanto pode ser contradição como evolução.
Duas opções bem distintas mas muito válidas qualquer uma delas.
Mas a meu ver incompatíveis uma com a outra.
Caso ainda não o tenhas feito escolhe.
Beijos
De Marisa a 12 de Dezembro de 2006 às 14:31
Olá ZePedro!
Que bom que gostaste, é muito bom lê-lo.
Este texto encerra em si mesmo, tambem uma especie de libertação, ou verdade. De que me vale libertar-me de medos ou preconceitos se depois não posso viver o que mais vale a pena.
O facto de me sentir livre nunca significa que me sinta completa, não me basta ser livre e depois não me poder partilhar da melhor maneira com alguem.

Apetece-me poder partilhar olhares e sorrisos e beijos, só...

Muito obrigada, um beijo.
De cheiodetesão a 11 de Dezembro de 2006 às 19:33
Só te apetecem coisas que fazem "mal", Marisa...

E aquele beijo sossegado (que não menos intenso)?

E aquelas loucuras absolutas, certas, que estão aqui mesmo, não menos valiosas que quaisquer outras?

Bem... As arrebatadoras, as impulsivas, as apoteóticas sabem melhor... Será isso?

Olá Marisa, beijinhos, uma vez mais, parabéns pela técnica da escrita e pelo português que usas com tanto cuidado e carinho!
De mfc a 12 de Dezembro de 2006 às 00:35
É que apetece isso tudo quando se quer...
É tão bom estar-se apaixonado! Bom... e bonito.
De Marisa a 12 de Dezembro de 2006 às 11:39
É um estado de graça, uma constante levitação...

Muito obrigada um beijo para si!
De Marisa a 12 de Dezembro de 2006 às 11:40
Olá!
Sempre de uma simpatia extrema.
Mas porque têm estes desejos que me fazerem mal? Porque não pode ser simples o acto de amar?
Os beijos sossegados, os melhores beijos dão-se com o olhar...
As loucuras de que falas estão aqui todas, o amor é desconcertante, a paixão impulsiva...
É recíproca a calma da contemplação e a intensidade da atracção, não é?

Olá e muito obrigada, é mesmo muito bom saber que te agrada esta minha forma de expressar.
Um beijo!

Vero?

veropiacere@sapo.pt

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