Segunda-feira, 23 de Outubro de 2006

Numa destas noites...

Deitei-me, um beijinho terno mas rápido e um até amanhã…

-Estás bem?

-Sim. Bons sonhos.

-Não queres miminhos?

-Quero ficar quietinha de olhos fechados. -voltei-me de barriga pra baixo, uma perna flectida, um braço a acompanhá-la e o braço que estava do lado dele, levemente afastado… perto dele.

Voltei o rosto para o seu lado e percebi, no lusco-fusco, que estava deitado de lado, braço a apoiar a cabeça e a olhar para mim.

-Tens a certeza que está tudo bem?

-Porque não me apetece foder?

-A… porque estás distante.

-Dorme bem.

Voltei de novo o rosto, e bem devagarinho, fui chegando a mão para perto dele, mais perto, toquei com um dedo na perna, passeava o dedo para cima e para baixo, fazia círculos, pressionava a perna, só ouvíamos a nossa respiração.

Depois cheguei-me um pouco para perto dele e fui subindo o dedo até chegar a virilha e aí percebi a sua respiração a alterar-se, percebi que se aconchegou de modo a ficar mais junto de mim, mas ainda naquela posição.

Coloquei o dedo por dentro dos boxers, pela perna e brincava na sua virilha, como se só eu soubesse o que estava a fazer, o silêncio que se ouvia era delicioso, apenas interrompido pelas respirações, que se adensaram quando um dedo dele tocou na minha nádega, quando brincou entre as minhas pernas. Instintivamente… ou não, levantei levemente a anca de modo a permitir-lhe passar com a mão entre os lençóis e o meu corpo quente e agora desejoso.

Num acto provocador, toquei-lhe ao de leve no sexo, bastante húmido, profundamente excitado, e percebi que a sua respiração entrecortou, voltei a tirar a mão e voltei à perna, onde tinha começado aquele embalar.

Esperei a sua reacção, quis perceber se lhe agradava aquele jogo, e não precisei aguardar… colocou a mão dentro da minha tanga, brincou com os poucos pelinhos, o que me arrepiava e ele sabia, depois com a minha virilha, as duas, e finalmente, bem devagar tocou no meu clítoris, apertei os lençóis, enterrei o rosto na almofada, não queria que me ouvisse, nada daquilo era oficial!

Levei de novo a mão para junto de si, desta vez mais convicta, entro nos boxers e de uma só vez, apertei-lhe o sexo, como se agarrá-lo fosse agarrar a vida… gemeu, e ouvi-lo quase me fez vir, brincava agora livremente com o meu clítoris, colocava um dedo dentro de mim e eu mordia os lábios, estava completamente transpirada.

                      

                      

                                                                                  

Aquele jogo, estava a deixar-me fora de mim, brincava com o seu sexo e os amiguinhos... ahahahahahahaha, e percebia que em pouco tempo teria um maravilhoso orgasmo, ele agora entrava dentro de mim com os seus dedos e um gemido abafado saiu da minha boca sem o meu consentimento...

Percebeu então que eu estava perto e continuou a provocar-me, eu acariciava-o sabendo a sua excitação, masturbava-o e naquela dança sincronizada, estávamos os dois quase em estado de ebulição, faltava perceber quem iria sucumbir primeiro.

Retirou a mão, como que prolongando aquele momento e eu continuei, estava possessa, não queria terminar, não agora, deixou-me brincar à vontade consigo, a sua respiração era música, e de repente, voltou a colocar os dedos dentro de mim, de uma só vez, sem aviso prévio, tudo o que conseguiu… e aí sim, um forte gemido, uma explosão de prazer, convulsões de prazer, respiração agitada, não consegui continuar…

Passados alguns minutos, enquanto me abraçava e eu pousava a cabeça no peito dele, perguntou-me:

-Não te apetecia mesmo?

-Foder não, mas adorei fazer amor contigo.

Escrito por Marisa às 10:24
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