Quarta-feira, 18 de Outubro de 2006

Lady night

-Despe-te pra mim…

Um sorriso deliciosamente tímido, mas olhos brilhantes pelo desafio que se iniciava.

-Querias que eu dormisse vestido? - contornando a questão, ou talvez aguçando os meus sentidos.

-Não, quero que durmas nu ao meu lado, mas antes despe-te bem devagarinho, com todo o charme que emanas, pra mim.- disse-lhe enquanto me ajeitava na cama, bem no meio das almofadas e apenas com um string rosa bebé.

 

        

 

-E pra troca?

-Não gosto de fazer promessas… mas sou capaz de ficar excitada… sou capaz de não conseguir controlar os meus dedos…

-Hummm, começo a gostar da ideia…

Foi buscar uma vela, colocou música ambiente e depois de acender a vela, desligou a luz, o ambiente definitivamente muda tudo.

Aquele lusco-fusco torna tudo tão mais sedutor e perfeito, a música ambiente ajuda a embalar e a entrar naquele êxtase.

-Quero perceber que estás a gostar de me ver…

-Vais perceber…

E começou a bambolear-se, jeito desengonçado, primeiro de forma rígida, incomodado, tímido, depois foi melhorando, ao ritmo da música, que ia dançando, quase se esquecendo de que era preciso despir-se.

Olhos fixados em mim, que entretanto começava a acariciar-me, deixando-me levar pela música e pelo prazer.

Uma mão dentro do string, outra num seio inchado e desejoso, um mamilo hirto, arrepiado, tesudo.

Ele começava a respirar mais intensamente, notei que tremia quando tentava desabotoar os botões da camisa, sorri, achei tão sensual, quase não resisti em ajudá-lo mas aí seria o fim.

Ele voltava-se e abanava o rabo, percorria o corpo com as mãos que me fazem gemer, voltava-se e eu mordiscava o lábio inferior e masturbava-me agora livremente, como se estivesse sozinha, bem na sua frente.

Contorcia-me de prazer, solta, louca… e ele parou, completamente excitado, quase perturbado com a visão.

Faltavam os boxers, que deixavam adivinhar um sexo erecto, viril, excitado, parei…

-Paraste porquê?

-Estou quase a vir-me, quero que te dispas todo primeiro.

-Eu dispo mas quero ver o teu orgasmo.

E continuei, sabia que estava próximo, nunca lhe tinha mostrado um orgasmo daquela forma, mas todo o inédito da situação, o strip, a música, era fabuloso.

Senti um forte arrepio a percorrer-me todo o corpo, incontrolável, e julgo que não consegui ver quando ele me atirou os boxers… um grande gemido, unhas cravadas no lençol…senti-me por inteiro, deitei a cabeça pra trás e a sensação apoderou-se de mim…

Quando dei por mim estava sentado na cama, deliciado, hipnotizado a olhar pra mim, com o sexo brilhante quase a rebentar, estava cansada, um strip banal e um orgasmo maravilhoso, restou-me pedir que se viesse também pra mim… e comigo.

 

Escrito por Marisa às 09:20
Piacere | Grazie
De Nua e Crua a 18 de Outubro de 2006 às 18:02
Como sempre... cheio de sensualidade. Magnifico!!
Um beijo enfeitiçado numa mistura fina de emoções e sentimentos.
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