Quarta-feira, 11 de Outubro de 2006

Um café

-Apetecia-me foder-te já aqui…

-Hummm, era?

-Assim em cima da mesa e toda a gente escandalizada, depois pedíamos a conta e íamos embora!

-Ahahahahahaha, olha fala baixo que ainda alguém te ouve.

-E então? Não estou a falar de nenhum negócio ilícito, quando muito fazia inveja a essas tias que nos rodeiam.

-Bom, mas achas que consegues terminar a refeição, depois vamos pra casa.

-Não sei… vou fazer um esforço.

Terminámos, um café, a conta, e saímos sem saber para onde nos dirigir, que é uma coisa fantástica quando se está de férias.

-Ainda estás com aquela vontade toda?

-Acho que não, apetecia-me mesmo era ali no restaurante…

-Portanto um local público!

-Sim…

-Então… e se fossemos tomar um café, aquele café ali em cima… tem uma zona de toillete enorme e muito interessante…

Os meus olhos começaram a brilhar com ideia, com a loucura, ou talvez o desafio.

A verdade é que não sabia se seria capaz de algo tão arrojado, tinha tudo começado com uma brincadeira.

Mas não quis terminar por ali, imaginá-lo excitava-me profundamente. Parei uns momentos, sem saber se iria só sorrir e dizer-lhe que era doido por tal ideia, ou simplesmente alinhar…

-Sabes, se calhar tomava outro café - disse-lhe com o ar mais natural que consegui.

-Ahahahahahaha, então vamos aquele ali em cima, tem um café fantástico, cremoso…

-Pois tem, vamos!

Entrámos, eu fui ao toillete, ele dirigiu-se ao balcão, passados alguns momentos, vi a porta abrir, eu estava sentada no balcão enorme do lavatório, com um sorriso provocador, prometedor…

-Boa tarde.

-Boa tarde, incomodo?

 

         

 

-Incomoda, mas deixe-se ficar… - disse-me visivelmente excitado.

Chegou-se a mim, beijou-me, levantou o meu vestido de linho preto e percebeu que eu já tinha adiantado trabalho… ahahahahaha.

Instintivamente levou uma mão ao meu seio e apertou-o, enquanto sussurrou ao meu ouvido, ‘Não grites ou gemas alto’, ouvir aquela restrição deixou-me completamente húmida, quase a rebentar.

Desapertámos as calças que baixamos junto com os boxers só o suficiente...e em poucos momentos provámos um pecaminoso orgasmo, que quase se tornava doloroso por não poder soltá-lo vocalmente.

Um beijo louco, afastou-se, olhou pra a porta, como se finalmente tivesse percebido onde estávamos e consertou-se.

Saltei do balcão e entrei na casa de banho das senhoras.

Quando voltei sentei-me na mesa onde ele estava, já lá estava o meu café à espera… a fumegar…

Escrito por Marisa às 12:09
Piacere | Grazie
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