Quarta-feira, 17 de Maio de 2006

Enigmas de fascínio

Eu sou enigmática, ou melhor, gosto de pensar que sou!

Acho que ser imprevisível, deixar as coisas por onde me apetece, criar mistério, aguçar a curiosidade, deixar antever sem mostrar, sorrir com ar de ‘espera pra ver’, ou de ‘cabra’ que é uma palavra utilizada para frequentemente descrever as mulheres mais ousadas ou destemidas, torna as pessoas e nomeadamente as mulheres mais interessantes…ahahahahahahah.

Uma mulher que se torna fácil, previsível, que se manipula facilmente, que aceita tudo o que lhe dizem ou fazem, que não contrapõe, que não ousa expor o que pensa ainda que todos vão ficar contra ela, que mostra tudo o que deve e não deve mostrar, que esbanja toda a sua vida, os seus pensamentos, as suas opiniões e que não tem vontade própria, rapidamente perde o seu encanto.

É tão gostoso ouvir, ‘não há quem entenda as mulheres!’ ahahahahahaha

Os enigmas ou mistérios que criamos, seja através da nossa personalidade, através das nossas atitudes ou gestos podem ser contrastantes, radicais e surpreendentes, criam uma insegurança deliciosa, um fascínio, uma curiosidade, fazem querer muito descobri-nos, saber se é verdade, se de facto somos o que dizemos ou mostramos, se o nosso desinteresse é genuíno, se teremos garra para tanto, se a nossa audácia será mesmo infinita e se teremos o estofo ou desprendimento que aparentamos.

Em suma querer muito tomar-nos o pulso!

 

         

O fascínio das mulheres, porque falo de mulheres e porque também eu tenho esta admiração por elas e já agora esta vertente, é que algumas sabem de forma sublime, surpreender, criar expectativas, fazer acontecer o imaginário e as mentes pecaminosas, deslumbrar com a antevisão do que será e com um véu que teimamos em manter.

Porque assim que saibam o que paira pela nossa mente, as nossas limitações, os nossos pensamentos, como nos ‘controlar’, aí perdeu-se o encantamento porque já se saberá como nos abordar, como nos conquistar e a conquista é descoberta…

Eu gosto de pensar naquela imagem da mão a agarrar areia, se a agarrar de forma veemente, a areia escorrega por entre os dedos, se deixar a mão demasiado aberta a areia cairá livremente, as pessoas também devem ser assim, tomadas com alguma contenção, algum cuidado.

Gosto da ideia de que há uma linha ténue que muito raramente deixo transpor e se o fazem pois terei que criar outras para que o interesse, o fascínio não se desvaneça.

Assim terão sempre várias partes de mim, várias visões, vários estados de alma e a permanente descoberta que faz com que tenham sempre algo por encontrar e é também uma forma de me tentar superar…

O desafio parte de nós…

Escrito por Marisa às 09:15
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Segunda-feira, 15 de Maio de 2006

Brisas do passado

Andava mortinha por fazê-lo… saí daqui, fui a casa pôr o meu vestido de linho, as minhas sandálias prateadas, e fui embora.

Assim que começavam os primeiros dias de bom sol, batia sempre uma enorme vontade de voltar lá…

E lá estava eu, de óculos de sol na esplanada do bar da praia, ainda muito deserta, onde tanto se passou, de onde conseguia ouvir o mar e avistar o infinito, ficar ali presa nos pensamentos, a exorcizar a alma.

       

Entre dois goles, vejo passar um Porshe Boxter, que subitamente me fez arrepender de ter voltado, mas… não tinha de ser quem eu não queria que fosse…

Era! Era ele, passados alguns minutos vi-o aproximar-se do bar, o ar leve dele, fez o meu coração ter um forte princípio de A.V.C., tal era a comoção.

Levei o copo à boca, intuitivamente consertei-me, queria que ele me visse bem, bonita…

Entrou na esplanada, tirou os óculos de sol que escondiam aqueles olhos verdes, que me faziam tremer de tanto ter amado.

-Marisa? Por aqui?

-Olá Gonçalo…

-Bem eras a última pessoa que eu imaginava ir encontrar.

-Pois é, mas encontraste, achas que consegues sobreviver?

-Ahahahahahahah, não perdeste o teu sentido de humor.

Eu também não o queria ter visto, o passado dói muito quando é reposto para o presente… ou queria?

-Mas tu estás muito bem!

-Ahahahahahahahaha, mais velha.

-Não, mais mulher!

-Sim isso estarei, que algo de bom nos traga a idade, mas queres sentar-te?

-Posso? Estás sozinha?

-Quantos copos vês aqui?

-Um, e uma garrafa de João Pires branco…

-Neste momento é quem me faz companhia! Pede um copo e senta-te.

Sentou-se, conversámos durante imenso tempo, se calhar demasiado tempo, porque a certa altura cheguei a achar que estava de novo encantada por ele e isso era a última coisa que me devia acontecer…

Fiquei a saber que tinha terminado tudo com a Bárbara que afinal sempre lhe tinha sido infiel, como se eu não soubesse, que tinha encontrado um bom emprego, a uns bons quilómetros dali e que voltava àquele bar sempre que lhe era permitido, porque segundo ele nunca tinha sido tão feliz como naquele Verão.

E foi tão fluente e prazeroso, que sem dar por isso anoiteceu e soprava uma brisa suave, deliciosa, que me arrepiava e eu adorava a sensação.

-A vida continua não é?

-Sim, mas podia ter sido diferente, tu gostaste muito de mim…

-Gostei é verdade e tu também gostavas imenso de mim que eu sabia, mas a Bárbara era tão mais gira e popular e fútil, todos os outros a desejavam e tu conseguiste-a, pena que nunca te tenha sido fiel…

-Tu sabias?

-Sempre soube, o pior cego é aquele que não quer ver.

-Pois, desde que terminámos nunca mais a vi… Mas tu estás linda agora, mais segura, mais magra, fica-te bem o cabelo comprido.

-Ahahahahah, obrigada.

-Olha e a tua paixão por carros?

-Continua, só tenho os pés mais assentes na terra.

-Nunca chegaste a conduzir o meu carro e essa promessa ficou-te feita quando o comprei.

-Nunca houve oportunidade…

-Hoje, convido-te pra jantar, levas o meu carro, depois viemos cá buscar o teu. Vamos esquecer, só por hoje o tempo que passou…

-Gonçalo o que foi não volta a ser.

-Pois não, agora és uma mulher com quem se deseja passar o resto da vida e eu sou só o homem que teve essa oportunidade e a deixou passar…

Levei o carro dele e soube-me tão bem... saber que levava a meu lado, quem eu tanto havia querido, no carro dele que eu sempre quis conduzir e que agora quem queria ter-me era ele.

Jantámos num qualquer restaurante, fomos tomar um copo a casa dele e conversámos, rimos, chorámos até, que o passado é por vezes melancólico…

O Gonçalo é o homem que eu sempre quis que fosse e nunca se tinha mostrado por força dos supostos amigos… foi levar-me junto do meu carro… passados dois dias…

Escrito por Marisa às 10:16
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Sexta-feira, 12 de Maio de 2006

Orgasmo

Sexo
adorável
palavra
Ato
delicioso
incansável
Corpo
curvas derrapantes
maravilhoso
Você
estou condenada
você é a culpada
De desejos ardentes
Noite gelada
Inverno na madrugada
 


Parece verão
Corpo febril
Culpa da paixão
Seu rosto infantil
Sorrindo
Não pare...
Estou quase atingindo.

                               Liz Christine

Escrito por Marisa às 09:11
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Quinta-feira, 11 de Maio de 2006

Romantismo e amores eternos

Como não podia deixar de ser, eu tenho pouco de romântico, ou pelo menos o romântico dito convencional, se é que há algo de convencional em mim... considerações…

Bom mas refiro-me àqueles momentos muito belos e próximos do perfeito, em que se oferecem rosas à amada e se declamam frases ‘pirosérrimas’ que na altura fazem imenso sentido e depois é tudo perfeito e vivemos felizes para sempre, bla bla bla.

Pra começar não consigo acreditar em amores eternos, se calhar até os há, eu é que desconheço, nem me apetece apanhar com um desses, deve ser uma chatice andar toda a vida apanhada pelo mesmo e ainda depois de morrer!!!

Uma vida encerra tanta paixão, tanta experiência, tanta loucura… tanta vivência.

Depois, esta minha faceta de desconfiada nunca me deixa acreditar em coincidências e momentos altamente lamechas, do género o rapaz ajoelhar-se em frente da dama, só se for pra ficar calado e… adiante.

Na realidade o meu conceito de romantismo passa por outras situações, chateia-me um bocado ouvir constantemente ‘amo-te’ ou ‘querida’ ou outras palavras que tais, tão-somente porque me parece que são palavras carregadas de simbolismo e por força de serem utilizadas quase abusivamente perdem o seu significado, a sua essência, chega a uma altura que quando se ouve ‘amo-te’ já não há nada, já não se treme, já não se fica com um sorriso parvo, porque foi demasiadamente pronunciado, não, gosto de a reter e usar quando e só se se justificar.

Se a ouvirem da minha boca, então têm-me por completo, têm a minha alma, têm o que de melhor posso sentir e estou preparada para dar.

E depois porque é que uma pessoa para ser romântica tem de oferecer flores e perfumes e mais não sei quê, não será mais romântica a criatividade, não será mais precioso o gesto de guardar o último morango para quem se ama, oferecer uma lembrança não porque é aniversário, mas porque nos apeteceu?

 

            

Dizer ‘comprei-te estas maçãs porque sei que adoras’.

Eu sei que me querem bem, quando me dão um abraço forte e dizem ‘vais ultrapassar isso e eu estarei sempre contigo’ ou quando me vêem de pijama e peúgas, sorriem e dizem ‘ficas linda assim’ é uma mentira tão romântica, não é?

Ou me acordam a meio da noite com um beijo, porque acordaram cheios de saudades minhas, ou me mandam um sms com as palavras, ‘Fazes-me bem’ e eu respondo ‘E quando te faço mal… adoras’, ahahaha

Eu não preciso que digam que me amam, mas adoro que mo demonstrem e pode ser da maneira mais subtil, porque esses momentos sim ficam guardados.

E não gosto de andar sempre aos beijinhos e abraços e amassos, para que todos testemunhem um amor que muitas vezes é só isso mesmo, uma aparência para os outros.

Quero um colo, uma cama quentinha e partilhá-la, quero a liberdade de ter um amor livre que volta para mim porque quis e sem dizer nada me demonstra num olhar brilhante o quão feliz eu o faço.

Provavelmente serei mais racional, eu sei, se calhar há aqui pouco de emocional, mas as emoções partem de cada um e eu não construo castelos no ar, estou predisposta a dar mas só a alguém que o queira e saiba receber, não faço fitas, não crio expectativas ou ilusões, sou o que sou, dou só o que posso e quero dar.

Amo porque a alma mo diz e ainda que nem sempre o pronuncie, demonstro-o, estou lá para o que der e vier, porque quero bem e protejo e guardo, os meus amores vivem dentro de mim…

E o que tenho para oferecer provavelmente é tão pouco, ainda assim é tão puro, genuíno, precioso e verdadeiro e muito maior do que a palavra ‘amo-te’ consegue encerrar…

Escrito por Marisa às 09:23
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Terça-feira, 9 de Maio de 2006

Num Domingo destes...

Nunca gostei de aliar trabalho com prazer, aliás se o fizesse os meus dias de mulher minimamente credível e profissional, estariam terminados…

Num domingo destes, precisei vir ao escritório, precisava de uns documentos, resolveu vir comigo…

Entrei, entrámos, fechei a porta e sentou-se na cadeira executiva onde estou cinco dias por semana, atrás desta secretária, onde passo pelas maiores chatices, atendo os piores telefonemas, resolvo os mais complicados problemas, nunca me tinha ocorrido que esta podia também ser uma cadeira confortável, para… outros afazeres…

Reuni os meus documentos e quase instintivamente liguei o computador, como faço todos os dias assim que chego cá.

Fui verificar o meu mail, que tinha a indicação de alguns comentários.

-Não vais ler o que te escreveram?

-A… sim…vou.

Levantou-se da cadeira, deixou-me sentar e ficou a ver-me abrir o blog, ler e responder aos meus comentários.

-Não sabia que tinhas um blog… não sabia que tinhas este tipo de blog.

-Desagrada-te?

-Posso ler?

-Claro.

Voltei a levantar-me, sentou-se, puxei uma cadeira pra junto e li nos olhos dele o agrado com que ia lendo no blog…

-Muito excitante, não te sabia este atributo da escrita…

-Entre outros…

-Vejo que sim! Aliás, julgo mesmo que podes mostrar-me um pouco deles…

-Aqui? Eu trabalho aqui, sabes que não gosto de misturar as coisas…

-Nem precisas, espera…

Fiquei imóvel, ansiosa, se calhar devia impedi-lo… mas não quis…

Agarrou cuidadosamente em todos os papéis que tinha em cima da secretária, arrumou-os numa secretária contígua, levantou o som da música do blog, sorri perante tamanha dedicação.

-O teu local de trabalho pode guardar um segredo?

-Todos…

Puxou-me pra ele, sentei-me no seu colo, beijou, lambeu o meu pescoço, deslizou a mão até aos meus seios, que o aguardavam ansiosamente…

               

Deitou-me na secretária, abriu a minha camisa, abriu as minhas calças, descalçou-me… despiu-me por completo.

Fechei os olhos, que delicia saber que estava deitada na minha secretária ao som da minha música.

Beijou cada centímetro de pele, beijou-me tão docemente, brincou com os meus mamilos depois desceu ao umbigo e mais abaixo onde não consegui conter-me… nunca consigo, não quero!

Lembro-me de ouvir as minhas unhas na secretária e ainda vejo lá as marcas do meu prazer…

Levantei-me, despi-o avidamente, queria tê-lo, ele próprio estava impaciente, descontrolado, baixei-me… pude ouvi-lo gemer prazerosamente…

Pegou em mim, sentou-me na secretária e instantaneamente fez-me esquecer por completo onde estávamos, foi tão intenso, luxuriante, poderoso, que terminou num orgasmo maravilhoso…

ficámos ali, abraçados, transpirados, cansados…

a Diana Krall continuava a cantar pra nós… ‘The look of love’.

Escrito por Marisa às 09:35
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Segunda-feira, 8 de Maio de 2006

Eterna beleza efemera

Deixem que diga que não concordo nada com a ideia de que a beleza interior é que interessa, o exterior é irrelevante e o que conta é a personalidade… só…

Hoje em dia há, eu diria, dois movimentos, por um lado, a beleza dita exterior, faz-se tudo o que for preciso pra se ficar esteticamente perfeito… ou não, incluindo silicone, botox e operações mais ou menos duvidosas, não importa, desde que fiquemos parecidas com a barbie .

Em paralelo há os que defendem que a beleza interior é que importa que pudemos pesar 300 quilos, mesmo assim a nossa beleza está e revela-se de dentro para fora…

Já eu, única e simplesmente não consigo desassociar uma beleza de outra, se é que são desassociáveis, quanto a mim é claro, estão intimamente interligadas, ou seja é óbvio que o nosso interior (e não falo das vísceras), é importante, realmente importante, mas o nosso exterior não será um pouco do reflexo interior?

O meu conceito de beleza é ligeiramente controverso, ou não tenha sido eu, o ‘patinho feio’ durante uns bons anos, mas adiante.

Por outras palavras que isto de interiores soa-me decoração, o nosso físico não estará relacionando com a mente, a alma?

Não há uma beleza imensa em mãos cheias de vida e com vida para contar, beleza em pele marcada pelo tempo, beleza em cabelos brancos contemplados pela chuva e sol, beleza na calma das gentes que a adquiriram com a experiência e maturidade?

Confesso que tenho uma inveja brutal das mulheres de 'entas ’, como lhe chamo e que exibem orgulhosamente as suas rugas, lindas, vivas, carregadas de experiência de vida e sabedoria sendo gordas, magras, altas ou baixas e espero que com péssimo feitio, que é o que se diz de quem tem personalidade vincada!

As pessoas gordas são inevitavelmente feias ou más pessoas, ou menos capazes, ou diferentes?

Suspeito sempre um bocadinho das grandes simpatias e de pessoas cheias de boa vontade, principalmente de quem passa a vida a dizer que o físico não interessa nada o que conta é o psicológico, tretas!

Essas são as frustradas que querem a todo custo fazer crer que apesar de se estar uma lástima por fora, há-de haver algo de bom lá dentro, duvido!

Eu sou ‘um amor ’ de pessoa mas se me pisarem os calos, bem podem esperar pelo meu bom feitio e há em mim sentimentos que considero bons, justos, verdadeiros, genuínos, o que não significa que me deixe levar só porque não sou a Angelina Jolie !

                                

E há ainda a questão do ser-se linda ou não, acho que isso é daquelas coisas que ou nascem com a pessoa ou não, pronto nasceu-se perfeitinho, a mão natureza foi amiga, até porque a beleza não é universal, o que é esplendoroso para alguns não o será necessariamente para outros… felizmente…

Agora feio só é quem quer, hoje em dia há uma vasta escolha de opções que nos permitem minorar as nossas supostas imperfeições.

Mais o ser-se belo, parte da nossa atitude, auto-estima, confiança, escolha, vaidade.

Portanto que me perdoem os mais restritos nisto, mas a beleza exterior ou a verdadeira beleza se quiserem a mim interessa-me e muito, porque indiscutivelmente também se relaciona com a maneira de ser da pessoa, se a pessoa está bem por fora, vive bem por dentro, está de bem com ele e com os outros.

É óbvio que todos somos boas pessoas e temos sentimentos mais ou menos nobres, mas pra quem nos merece, uma pessoa antipática provavelmente é uma querida para os filhos e uma pessoa sendo uma brasa escultural pode ainda assim ser muito inteligente e nobre de sentimentos, assim como uma gorda e feia pode ser amarga devido às suas limitações.

Deixem-me ser feliz com as minhas estrias e o mau feitio!

Neste contexto parece-me que se vivermos bem com o que somos, seja física, seja psicologicamente, se trabalharmos na nossa auto-estima, se formos honestos principalmente connosco, a nossa beleza poderá ser eterna e mesmo a física não tem de ser efémera, porque se pode ser belo em todos a idades o espírito é sempre o fio condutor...

 

 

Escrito por Marisa às 09:49
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