Segunda-feira, 28 de Agosto de 2006

À velocidade da luz

Um dia cansativo, altamente stressante, e ali estava eu no melhor e mais luxuriante momento do meu dia…

Um duche fabuloso, com água fria que escorria por mim, que me arrepiava depois de um dia com muito calor, mas que me fazia voltar à calma necessária, para recomeçar tudo amanhã, hoje não, agora só eu…

Passava a esponja cheia de espuma pelo corpo, sem esquecer os recantos mais escondidos, adoro contornar as minhas formas com as minhas mãos, bem devagarinho, e faço-o de olhos fechados como que tentando reconhecer-me no escuro, como que adivinhando o que se segue.

Gosto de encostar as palmas das mãos nos azulejos e depois de bem frias, tactear os mamilos, aquele contraste é no mínimo delicioso… e virar-me, deixando a água gelada cair sobre mim, nos meus olhos que estão fechados, o peito, umbigo, hummmm sim, e encostar as costas nos azulejos gelados, as nádegas, a planta dos pés e depois água quente, faz-me sempre suspirar… adoro contrastes.

Lavo cada parte do corpo com minúcia e desvelo, demoro sempre no meu centro de prazer, esqueço-me ahahahahahahaha , as axilas que adoro me beijem e quero sempre impecáveis, os pés, a minha grande perdição…

 

                          

 

E neste ritual, em que me abstraio de tudo o que é exterior aquele duche, é dos locais onde sinto mais prazer, onde estou mais livre, onde sou mais eu, onde choro quando me apetece e é delicioso sentir a água a acompanhar as lágrimas, onde sorrio quando recordo episódios mais felizes da minha vida, ou onde gemo como louca, quando o prazer toma conta de mim…

A luz apagou…

Fiquei no escuro, só ouvia a água a correr, um forte arrepio pelo corpo, olhos arregalados…

Passados alguns minutos, ouvi… chhhhhhhhhhhh ’

A porta do poliban abriu, um toque, o calor de um corpo, um membro duro e nervoso…

Empurrou-me contra os azulejos, sussurrou, ‘Em brasa?’, soltei uma gargalhada que era só o acumular daquele nervoso e a excitação da surpresa, levantou-me, penetrou-me sem mais demoras, todo ele em mim, hummmmmmm , que delicia…

Estaria eu a sonhar, ali no escuro, a água fria a correr, aquele corpo a deixar-me louca, tomou conta de mim, sem que eu desse por isso.

Um orgasmo violento, unhas cravadas na pele, outro… depois o seu… voltou a colocar-me no chão.

Corpos cansados, respirações ofegantes, desligou a água, sentou-me no seu colo e perguntou-me:

-Como foi o teu dia?

Escrito por Marisa às 09:12
Piacere | Grazie
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