Terça-feira, 25 de Julho de 2006

Acordar...

Adoro acordar sem pressas, ou sem ter compromissos marcados, ou sem ter que ir trabalhar a seguir...
Ficar ali, numa cama imensa só minha, enroscar-me nos lençóis que são tão cúmplices, que têm o meu cheiro e me guardam todas as noites e que me vêm a dormir, a chorar, a sorrir, a gemer…
Fico ali infinitamente a ronronar, ora me viro pra cima, ora me coloco de bruços, e espreguiço-me num acto completamente infantil, mas tão delicioso.
Tiro a camisa de noite rosa, só pra me sentir toda eu, da cama… de mim, a minha pele nos lençóis, os lençóis na minha alma, não sei se haverá momento mais intimo, mais inocente, mais meu…
Tento pensar no que será o dia que então se apresenta, o que farei, mas rapidamente desisto da ideia e prefiro enterrar-me naqueles lençóis, tão macios, tão seguros, que cheiram sempre tão bem … a mim.
Toco-me bem ao de leve, porque adoro o toque da minha pele pela manhã, tão macia e mimada e renovada, imaculada, com o cheiro do que foi a noite, os cabelos ainda cheiram ao creme do banho que tomei antes de me deitar, o rosto ainda tem os olhinhos pequenos e felizes de quem acabou de acordar e ainda não se lembrou que o mundo existe.
 
                      
 
E depois vou lentamente tentando sair de dentro dos lençóis e a pele arrepia, os mamilos pedem-me para voltar, a preguiça apodera-se de mim e num acto puramente mágico faço-o, rapidamente como se me escondesse da vida, ahahahahahahaha .
Volto para onde me sinto verdadeiramente bem, onde ninguém me pode fazer mal, onde estou como me gosto… e ficar nua debaixo dos lençóis é sempre tão bom, roçar as pernas, brincar nas virilhas, subir ao umbigo, encaracolar os dedos dos pés… e voltar a espreguiçar-me…
Todos os pensamentos que me ocorrem são bons, são leves, são positivos, fazem-me bem, ajudam-me a sorrir…
O sol entra pela janela e faz-me por fim perceber, que o dia chegou para mim, que a vida me chama, mas um duche rápido, fresco e revigorante ninguém me tira, quero sair da cama levemente e correr nua para o chuveiro, onde me esperam bons pensamentos, ainda só meus e para mim, e estes pairam entre um sumo de laranja e uma torrada ou talvez… tu…
 
Escrito por Marisa às 16:08
Piacere | Grazie
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