Quarta-feira, 28 de Junho de 2006

Sedutoramente tua

A expectativa era sobretudo, não de o conhecer pessoalmente, mas da sua reacção ao conhecer-me a mim…

Não por ser um homem, ou desconhecido… mas ele…

Sem perceber muito bem como, a insegurança apoderou-se de mim, a impulsividade, a frontalidade, a prontidão, a segurança, deram lugar ao nervosismo aliado a uma curiosidade enorme por ter aquele olhar… nos meus olhos.

Enquanto tomava um duche apressado, a adrenalina não permitia outra coisa, imaginava frases que deveria proferir, onde não deixava antever o que sentia.

                

Limpei-me, pus creme, perfume, e treinava sorrisos ao espelho, sorrisos firmes, sedutores, calmos… tudo falso…

Durante a criteriosa escolha da roupa, o que significa que tirei tudo o que considero minimamente aceitável do roupeiro, só pensava que precisava vestir algo de profundamente sedutor, altamente provocante, e que o fizesse olhar para tudo menos o que considero os meus atributos físicos… isso ficaria para depois.

Mas o que seria o ideal?

Jeans, é vestuário do dia-a-dia, aquela ocasião era tudo menos banal, saia tornar-me-ia demasiado formal, um vestido talvez, mas comprido é cerimonioso, um curto ok, mas se for com um decote dos que eu gosto, está tudo dito!

Pode ser o azul, decote comedido, assenta-me bem e sempre me permite levar os meus sapatos altos pretos!

Está decidido!

Cabelos soltos, queria ser fiel ao que sou!

Daí a meia hora estaria a cumprimentá-lo e queria estar muito bem.

É engraçado, já tomei centenas de cafés com pessoas ditas desconhecidas, é uma atitude até certo ponto do quotidiano, neste caso, era tudo menos comum.

Ele não era comum, não era sequer um qualquer desconhecido…

Sem nunca nos termos visto, conhecemo-nos tão bem, partilhamos tanta coisa, algumas banalidades, muitas confidencias… vou vê-lo finalmente… e ele conhecer-me a mim... que arrepio.

Saí de casa apressadamente sem tentar pensar muito bem no que se seguiria, dirigi-me à esplanada, sentei-me, cruzei a perna, pousei a mala…

E aqueles cinco minutos que se seguiram foram os mais longos da minha vida, cheguei a pensar que ele não viria, aliás porque viria, valeria a pena vir de tão longe só pra me ver, ‘conhecer o teu sorriso’.

Veio… sentou-se e simplesmente olhou pra mim, tudo o que eu tinha pensado, todas as frases de ocasião, os sorrisos preparados, falhou tudo.

A sedução deu lugar a simplicidade, naquele encontro tão desejado e temido, caí em mim, fui só eu…

-Olá…

-Piacere …

E sorrimos em simultaneo , como que selando aquele que seria um principio muito promissor...

Escrito por Marisa às 09:37
Piacere | Grazie
De Zuco a 29 de Junho de 2006 às 15:41
O bom filho a casa torna e não sendo filho está tambem é a minha casa dos piaceres, por isso cá estou depois de uma ausência prolongada de 2 ou 3 posts.

Tudo isto para dizer que o giro é que todos os planos que fazemos só duram até ao momento do encontro. A partir dai desfazem-se como um espelho a partir-se.

Ora é ai que está o encanto da coisa! Se for tudo como exactamente planeado, se não houver surpresas, o outro (e nós...) perde interesse.

Sunae de chocolate (estou globalizado, hoje)
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