Segunda-feira, 7 de Maio de 2007

Secretamente...

Têm sido noites infernais… estranhamente calmas…

Deito-me com frio, arrepiada, aninhada, acordo completamente transpirada, desvairada, despenteada, por vezes cansada… algumas vezes consumida, ahahahaha.

Pelo meio, sonhos delirantes, hipnóticos, pensamentos obscenos, pecaminosos, quase dolorosos, a minha temperatura sobe à medida que a mente se vai soltando… e como…

Primeiro afasto o edredão, depois o cobertor e quando já só está o lençol em cima, aí começo a soltar-me, não abro os olhos ou magia termina, mas naquela escuridão bem iluminada que é o momento da rendição, sinto-me a despir a pele que tive durante todo o dia, sinto-me a voltar as raízes, quase a transfigurar-me, a temperatura a subir, os dedos a encarquilhar, os dentes a cerrarem… e mais uma volta na cama, já fervilhando tiro a camisola que só me aprisiona e condiciona o livre acesso ao que mais gosto em mim, sim o que mais gosto de sentir e apertar, lamber… também, sozinha como mais gosto de estar, como mais fielmente me sinto eu…

 

              

Ter alguém a quem expor o nosso verdadeiro prazer, pode ser redutor, é sem dúvida uma grande partilha, mas mostrar tudo o que somos e gostamos de ser pode ser bastante intimidante, nem sempre me apetece fazê-lo, por vezes sabe-me melhor consumir-me assim, em silêncio, comigo como melhor companhia e sabe tremendamente bem…

Gosto de acordar ainda dormente, ainda cansada e com um fantástico sorriso na alma, gosto de ver os lençóis meio arrancados da cama, por vezes a almofada no chão, o cobertor desenfiado, o pijama espalhado e ainda sentir algumas gotas de suor a brotarem debaixo dos seios, aquela comichão que as gotas provocam, adoro essa sensação… gosto de sentir a nuca húmida, aliás de humidades nunca me fico pela nuca, ahahahaha e quando voltam os arrepios, puxo rapidamente o lençol e o cobertor para mim, volto a aninhar-me, vou lentamente descendo à realidade, aninho a cabeça na almofada e todos aqueles momentos ficam guardadinhos num maravilhoso recanto da alma, onde por breves momentos gosto de passar, mas que são muito meus… aquelas noites calmas são a minha loucura…

 

Escrito por Marisa às 12:58
Piacere | Vero? | Grazie
|
14 comentários:
De Ca a 1 de Junho de 2007 às 09:46
:)

Revejo-me...

Tenho de manter os elogios já por mim mencionados, mas gostava de acrescentar algo... mas... deixas-me sem palavras..

Sinto orgunho em ti, e sinto-me previligiada pela relação que temos...

Piacere!

Beijos com amor.
De Marisa a 1 de Junho de 2007 às 17:08
Muito obrigada...
O prazer da escrita, é imenso, o prazer de receber todo esse mimo teu... infindavel...
De Moura ao Luar a 8 de Maio de 2007 às 17:47
Conheci-te agora e fico deliciada com a libido desta página, a suavidade do prazer
De Marisa a 9 de Maio de 2007 às 10:20
Olá, muito obrigada!
O vero piacere...
De waterfall a 8 de Maio de 2007 às 10:29
Nunca nos revelamos na totalidade. Tem de haver sempre um mistério, guardado para quem o souber desvendar.
De Marisa a 9 de Maio de 2007 às 10:18
Ora aí está... para quem o souber desvendar.
Eu adoro descobrir segredos em mim própria, ahahah.
De Andre a 7 de Maio de 2007 às 14:02
Ser solitario sem solidão faz parte dos equilibrios. (pelo menos da forma como eu rotulo uma pessoa equilibrada)

Bom texto, senti-o.

Beijo
De Marisa a 7 de Maio de 2007 às 16:44
O equilibrio é gostarmos de nós próprios e gostar da nossa companhia, dos nossos silêncios... O silêncio é por vezes dos ruídos mais dificeis de ouvir...

Obrigada, sempre simpático!

Beijo;)
De Andre a 8 de Maio de 2007 às 12:34
Hum... gostarmos de nós proprios está mais proximo da Perfeição do que do Equilibrio, pelo menos nos meus conceitos.

O Silencio...

Tens de parar de me chamar simpatico, dás cabo da minha reputação.

Beijo
De Tangerina a 9 de Maio de 2007 às 01:30
Hummmm....
De Marisa a 9 de Maio de 2007 às 10:19
Hummm...
De Marisa a 9 de Maio de 2007 às 10:19
O silencio...
Haverá melodia mais prazerosa.
Pronto, não chamo mais! Beijos para ti.
De Andre a 9 de Maio de 2007 às 16:19
Aparte, quase Off Topic :
Quando os silêncios em nada incomodam a nós ou ao parceiro, sabemos que estamos com alguém que faz parte de nós.
Não o sentia à demasiado tempo, relembrei-o com um bom amigo numa esplanada. Ali ficámos a fumar os nossos cigarros e a ver a cidade regressar a casa, em silencio, porque assim foi a forma perfeita de estarmos nesse momento.

Não são faceis de encontrar os silencios, nada faceis.

Beijo
De Marisa a 10 de Maio de 2007 às 09:11
Isso é un vero piacere...

Vero?

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