Quarta-feira, 11 de Abril de 2007

A minha mãe

Não tenho, com este pequeno escrito, a mínima pretensão de explicar o que significa a minha mãe para mim, era aliás, impossível fazê-lo, a palavra mãe é uma palavra demasiado minúscula, para tamanho significado. Três letras nunca podem representar um sentimento tão bonito e verdadeiro, como aquele que sei, ela nutre por mim.

Dizer que é a melhor amiga é sempre redutor, mas parte da verdade, não se pode desassociar a palavra amiga da palavra mãe, nunca ninguém nos quererá tão bem como um ser que nos gerou e criou dentro dela.

Dizer que é a melhor mãe do mundo é falso, porque felizmente não conheço mais nenhuma e na realidade espero sinceramente que não seja a melhor mãe do mundo, até porque eu não sou de certeza a melhor filha e estaríamos em desigualdade, eu sou o melhor que sei e ela é muito mais do que sabe ser…

A minha mãe é aquela pessoa, inigualável, que só de sorrir já me faz bem, adjectivá-la seria sempre reduzi-la ao que as palavras permitem e ela é muito mais do que se pode descrever.

Tenho por ela o amor todo que só uma filha consegue ter e mais a admiração possível, por um ser tão fantástico que além de me dar vida, ainda me faz viver bem e melhor todos os dias.

 

            

Não pretendo com isto, apelar à lágrima, homenagear, ou de certa forma emocionar quem me lê, até porque espero, as vossas mães sejam especiais e únicas como a minha.

Não é porventura, a mais linda do mundo, a mais elegante, a mais amorosa, a mais simpática, um exemplo de mãe, nem precisa, porque é a minha e poder utilizar este pronome juntamente com a apalavra mãe, dá-me um orgulho que mal me cabe no peito.

Acho que há medida que a vida vai passando, vamos percebendo mais conscientemente o valor que a mãe representa para nós, o porto de abrigo que afinal sempre foi e nós se calhar nunca quisemos aproveitar, perceber.

A relação com a minha mãe, passou há muito tempo a cumplicidade, ou a típica relação mãe/filha, é uma linguagem de olhares, toques, emoções, nunca precisarei pedir-lhe nada que ela não soubesse já que eu o necessitava, nunca deixarei de ter algo que ela pudesse dar-me.

A intensidade da nossa relação mede-se pelo tempo de que dispomos juntas e fazemos questão de aproveitar ao máximo da melhor maneira, seja com lágrimas ou com sorrisos, porque nunca me vai saber melhor chorar ou rir com alguém do que com ela, a nossa relação é imortal, a morte será demasiado vã para terminar com algo de tão belo e genuíno, como é o nosso termo-nos.

Quem tem uma mãe que é assim, simplesmente mãe, imensamente mãe, como a minha, é de certeza uma pessoa privilegiada…

 

Não é dia da mãe, bem sei, mas as mães, tal como tudo, nunca precisarão de um dia para que lhe possamos dizer, o quão bem nos fazem… obrigada mãe…

Escrito por Marisa às 09:23
Piacere | Vero? | Grazie
|
22 comentários:
De Ca a 21 de Abril de 2007 às 21:51
Bem sei o alcance para além do que as palavras que conjugas tão bem conseguem transmitir...

És uma pessoa que admiro muito.

Pelo quão genuína és.

O texto é simplesmente delicioso...

Nutro um amor assim pela minha mãe, embora com mágoa, não o saiba transmitir-lhe...

Não mudes querida. :)
De Marisa a 23 de Abril de 2007 às 11:22
As nossas mães são todas especiais, pelo simples e belo facto de serem nossas.
A minha é muito mais do que tudo o que poderia descrever aqui, como sabes...
De INPulso a 16 de Abril de 2007 às 17:10
De António Variações

A minha mãe,
É a mãe mais bonita,
Desculpem, mas é a maior,
Não admira, foi por mim escolhida,
E o meu gosto, é o melhor,
E esta é a canção mais feliz,
Feliz eu que a posso cantar,
É o meu maior grito de vida
Foi o seu grito, o meu despertar,
Canção de mãe é sorrir,
Canção berço de embalar,
Melodia de dormir,
Mãe ternura a aconchegar,
Canção de mãe é sorrir,
Gosto de ver e ouvir,
Voz imagem de sonhar,
Imagem viva lembrança,
Que faz de mim a criança,
Que gosta de recordar

A minha mãe,
É a mãe mais amiga,
Certeza, com que posso contar,
E nem por isso, sou a imagem que queria,
Mas nem sempre me soube aceitar,
Razão de mãe é dizer,
Mãe cuidado a aconselhar,
Os cuidados que hei-de ter,
As defesas a cuidar,
Saudade mãe é escrever,
Carta que vou receber,
Noticia de me alegrar,
Cartas visitas encontros,
Essa troca que nós somos,
Este prazer de trocar,
Canção de mãe é sorrir,
Gosto de ver e ouvir,
A ternura de cantar.

Um beijo..
De INPulso a 16 de Abril de 2007 às 16:56
Lindo!!!!!!.................

Um beijo
De Marisa a 16 de Abril de 2007 às 16:59
Um beijo...
De homem de negro a 16 de Abril de 2007 às 10:04
Olá...

"...eu sou o melhor que sei e ela é muito mais do que sabe ser…", não são precisas mais palavras...

Um beijo vadio, a gente vê-se por aí...
De Marisa a 16 de Abril de 2007 às 10:55
Olá...
Um beijo imenso para ti!
De nena a 15 de Abril de 2007 às 22:38
Alguém me empreste uma mãe
ando louca á procura
de um colo..
p´ra poder descansar,
um colo com cheiro e sabor;
um colo com sabor a leite,
um colo terno.
Caí dúm útero
e estatelei-me nas pedras frias do chão
ficando por lá até hoje.
Mas agora tenho frio;
quero enroscar-me
no colo d'uma mãe qualquer,
ou então
transplantar o meu umbigo.
De Marisa a 16 de Abril de 2007 às 09:42
Muito bonito, sentimental.
Obrigada pela visita e pelo poema...
Um beijo.
De Sonhador de Alpendre a 14 de Abril de 2007 às 21:35
Dia da mãe é sempre que um filho quiser...

sonhos maternais
De Marisa a 16 de Abril de 2007 às 09:41
Claro que sim!

Baci.
De cheiodetesão a 13 de Abril de 2007 às 17:56
Muito bem escrito, como sempre, ler-te é como comer um gelado com sabor a pouco. Gostei, especialmente, da palavra "desassociar", a maior parte das pessoas usaria outra, bem mais comum, mas menos certeira que esta agora usada, "desassociar"!

O post não apela à lágrima, está um primor. Não cometo o tema, é sempre difícil, mas creio que qualquer pessoa assinará o que escreveste, por baixo. No entanto, há muita gente que tem, com as mães, relações muito más!
(Não é o meu caso, felizmente).

Entre mães e filhas há uma cumplicidade diferente da que existe entre mães e filhos, creio que assim é.

O tempo é que pode desgastar essas cumplicidades, Marisa, é bom estar atenta ao tempo...

Um beijo, é bom regressar aqui. Sinto-me aqui muito bem!
De Marisa a 16 de Abril de 2007 às 09:40
Olá,
É sempre um prazer imenso receber-te por cá.
Obrigada pela simpatia...
Sabes, eu acho que as outras mães que não são ou não tentam ser assim, não merecem sequer ser mencionadas.
O tempo tambem pode apurar essas cumplicidades, pode amadurecer e estreitar laços, estamos sempre a tempo.

Muito obrigada, um beijo grande.
De Cristal a 11 de Abril de 2007 às 15:25
Teus braços sempre se abrem quando preciso um abraço. Teu coração sabe compreender quando preciso uma amiga. Teus olhos sensíveis se endurecem quando preciso uma lição. Tua força e teu amor me dirigiram pela vida e me deram as asas que precisava para voar. Assim são as Mães....
Beijos cristalinos.

De Marisa a 11 de Abril de 2007 às 17:06
Cristal...
Nada a acrescentar, um beijo.
De Maeve a 11 de Abril de 2007 às 10:09
Adorei este post!!

Eu amo a minha mãe, mesmo naqueles dias em que ela consegue tirar-me do sério, achando que ainda manda em mim!!
Ela sempre me dizia "filha és mãe serás"
Agora que sou mãe entendo-a.

Beijo
De Andre a 11 de Abril de 2007 às 11:02
Bom dia Marisa
É necessario um certo afastamento para se perceber uma Mãe. São seres estranhos, com um amor que me ultrapassa.
Bom post.
Beijinho
De Marisa a 11 de Abril de 2007 às 17:02
Olá Andre e bem-vindo...
Gostei da tua ideia, 'seres estranhos'... se calhar é isso, dificilmente se entende a demensidão daquele amor...
Obrigada, um beijo.
De Andre a 12 de Abril de 2007 às 14:31
"demensidão"

cool!
De Marisa a 12 de Abril de 2007 às 17:07
Foda-se logo na primeira vez, brindo-te com um erro grutesto!
Achas que consegues perdoar-me?
Obviamente queria dizer 'imensidão'.
Scuzza me...
De Andre a 13 de Abril de 2007 às 00:33
Ja foi ontem miuda...
Baci
De Marisa a 11 de Abril de 2007 às 17:01
Maeve!
Olá e sejas bem regressada.
As mães são todas especiais à sua maneira, a minha é o meu porto de abrigo...

Obrigada, um beijo grande.

Vero?

veropiacere@sapo.pt

Agosto 2010

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
18
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30
31

Hummmm...

Sei lá...

Ciao

(...)

Ingenuidade

Viver...

Pretensão

Quando...

Kininha

Renascer…

Hoje não…

Recordar...

Agosto 2010

Julho 2007

Junho 2007

Maio 2007

Abril 2007

Março 2007

Fevereiro 2007

Janeiro 2007

Dezembro 2006

Novembro 2006

Outubro 2006

Setembro 2006

Agosto 2006

Julho 2006

Junho 2006

Maio 2006

Abril 2006

Março 2006

No Ar...

Piaceres...

Web Pages referring to this page
Link to this page and get a link back!

Entre!

pegadas