Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2006

O amor...

Não gosto da expressão ‘fazer amor’, o amor não se faz, sente-se!

E a verdade é que se vai sentindo cada vez menos… se é que se sente, cada vês se crê menos no amor, cada vez é mais difícil o amor na verdadeira acepção da palavra… qual será a acepção?

Houve um tempo, em que julguei mesmo que um dia olharia para um homem e saberia no mesmo instante ‘é aquele’ e todas as palavras do mundo seriam desnecessárias, pois a simples troca de olhares formaria uma linguagem universal entre dois bons amantes… ainda acredito.

Aliás, costumo pensar no que será de facto o amor, há inúmeras definições, há belíssimos poemas, há maravilhosas melodias, mas terá alguém alguma vez percebido que o que sentia era mesmo amor?

Se é amor a sério, enfrenta tudo?

Se é amor incondicional, perdoa tudo?

Se é amor puro, dura para sempre?

Deixem-me acreditar que sim, não quero ouvir mais que afinal já não há amores verdadeiros, que as relações são como fast-food, que o sexo prevalece aos sentimentos, deixem-me continuar na ingenuidade então.

 

                   

O amor nem tem nada a ver com sexo, o amor sente-se na alma, o bom sexo vive-se na carne.

O sexo é prazer, intenso, luxúria, desejo, carne, fogo… e o amor, que palavra minúscula para tamanho sentimento, que significado reduto para tamanho felicidade, que letras vãs para inigualável estado de alma.

Cada vez me apetece-me mais o amor, se calhar pela raridade, hoje em dia tem-se sexo a qualquer hora, tem-se prazer em qualquer canto, mas há vidas que passam sem um único segundo de amor, que tristeza… tenho medo.

Não sei definir o amor, provavelmente nunca o senti… mas se o senti, se aquilo era o amor, então foi de facto bom, tão completo e único que não arrisco a explicá-lo e dessa forma reduzi-lo.

Todas as definições de amor que li, achei sempre incompletas, todas as imagens que vi, sempre me pareceram ocas, mas os actos de amor, aqueles pequenos gestos imperceptíveis aos olhos alheios, aqueles sorrisos perdidos no meio da multidão, aquela vida partilhada sem nada a partilhar... isso deve ser amor.

Não devem haver almas gémeas, os gémeos nem sempre se dão bem e as almas de seres que se amam, provavelmente complementam-se no meio das suas diferenças.

Se calhar o amor nem existe, por isso é que há tantas definições para um mesmo sentimento, se calhar todos buscamos com tanta intensidade algo de tão profundo e na realidade o que há é só a vontade imensa de nos darmos a quem nos quer bem… e fazer o bem a quem nem sempre nos conhece…

Escrito por Marisa às 17:31
Piacere | Vero? | Grazie
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37 comentários:
De Lua a 15 de Janeiro de 2007 às 15:15
Adorei o teu texto!!!
Mas deixa-me que te diga que cheguei a pensar como tu, a dúvidar se o Amor existia mas a verdade é que quando ele me apareceu de forma arrebatadora não tive como negá-lo. Amo e vivo a aprender a Amar, é uma constante doação, adaptação... ao outro que pode não ser "gémeo" mas tem de ser simultâneamente semelhante e siferente de nós.

Eu e o meu Sol decidimos testemulnhar o Amor através do nosso blog. Passa por lá quando puderes e diz qualquer coisa.

http://eclipsecomamor.blogspot.com/

Beijo grande para esta menina linda que me fez lembrar as minhas próprias divagações.
Lua
De Marisa a 24 de Janeiro de 2007 às 09:06
Olá e bem-vinda!
Ora que o vosso testemunho seja autentico e sobretudo sentido... passarei com certeza.
De Kety a 26 de Julho de 2007 às 16:47
Oiii

Adorei O blOg, mais Plizzz

precisO do nome de qm canta e o nome da musica do clip q vc deixou aii ...

Se possivel me manda a resposta por email
kate_pinkbjs@hotmail.com

Bigadão e parabens pelo blog^^
De Ca a 5 de Janeiro de 2007 às 13:21
Arrasas-te comigo...

Quando te leio e penso que não me podes surpreender pela positiva...

Levo cá com uma bujarda que me deixa completamente abananada!!!

Concordo ponto por ponto, virgula por virgula com este teu texto.

Somos tão diferentes uma da outra, mas nestes pormenores que fazem a diferença, somos iguais.

É delicioso sentir o que me proporcionas.
Adoro-te
De Marisa a 5 de Janeiro de 2007 às 14:26
Ai melher estes erros...
Pronto eu desculpo ficaste abananada com o texto...
Não consigo dizer mais nada, só, que é e tu sabes o que eu sinto.

Linnnnndo!
De ZePedro a 22 de Dezembro de 2006 às 10:54
O amor e o fazer amor
Tenho estado por fora por isso apenas escrevo agora
Mas depois de reler o texto e os respectivos comentários deixo a minha contribuição
O amar é algo que acontece muito raramente na nossa vida que nos ataca de um modo que nós não esperamos que entra em nós de um modo sorrateiro mas que depois se entranha e não sai.
Quando damos por nós amamos e somos amados é algo que não se explica mas sente-se em muito pequenas coisas.
Quando se ama não é necessário dizer que se ama, é apenas necessário expressar em gestos em actos em palavras em que não se refere o amor, pois para mim a palavra amo-te não deve ser escrita deve ser apenas dita em certos momentos muito especiais a quem realmente se ama.
O fazer amor esse é um outro ponto, para mim o chamado fazer amor é a relação sexual entre duas pessoas que se amam e posso dizer que dá um prazer muito mas muito maior que o sexo simples por muito elaborado que ele possa ser pois ultrapassa a sensação física e acaba por ser uma partilha física e mental ao mesmo tempo ou seja tem uma intensidade que só sentindo se consegue dar o valor depois de se experimentar, já fiz muito sexo só pelo sexo de modos que levam a um prazer louco e imenso mas o fazer amor supera de um modo inexplicável tudo o que se passou antes.
Mas gostei de te ler, beijos

De Marisa a 22 de Dezembro de 2006 às 11:09
Olá ZePedro, que bom ler-te aqui.
Eu concordo com a tua visão do amor, é bastante abrangente e feliz.
Felizes os que amam e são correspondidos com a mesma intensidade.
Muito obrigada, um santo e feliz Natal.

Tudo de bom, beijinhos.
De http://shakermaker.blogs.sapo.pt a 21 de Dezembro de 2006 às 18:59
Ora viva!

Minha Cara, não havia um assunto menos complicado para se falar do que o amor?! Mas, tudo bem, tenho todo o gosto em dar-lhe a minha opinião.

O Amor é assim como a gripe... Podemos apanhá-lo no ar e depois andamos febris e a fungar pelos cantos. Mas tem cura, mesmo que seja um amor não correspondido, pois o tempo encarrega-se de tudo. Sim, o tempo fisíco ou climático, encarregam-se de nos constipar outra vez.

Para mim, não há amor como o primeiro amor que nos conseguimos lembrar... Se a palavra amor nos fizer lembrar alguém, então é esse o nosso vírus. E não importa se é o sweetheart dos tempos de liceu ou individuo com quem demos uma trancada no banco de trás dum carro a semana passada.

Ao contrário do que pensa, não creio ser possível amar alguém, em toda a plenitude do sentimento, se não houver bom sexo. Não tem que ser muito sexo mas apenas sexo do melhor. É claro que tudo o resto é importante mas o sexo é-o ainda mais e por mais que tentem desvirtuar a sua importância, o seu peso numa relação é que faz pender a balança quando toca ao futuro duma relação.

Tem razão quando afirma que o amor se tornou um pouco banal, porém o verdadeiro amor não, assim como o bom sexo... Dar quecas por aí todos damos com maior ou menor dificuldade, mas aquela queca com que queremos contar para o resto das nossas vidas é um pouco mais difícil.

É o que eu digo... Há que socializar por aí e encontrar o cromo que complete a nossa caderneta mas no entretanto podemos sempre trocar os cromos repetidos com outro cromo que também esteja a fazer a mesma colecção.

Que diabo, hoje estou tão sério, raios partam o espiríto natalício.

Um abraço...
shakermaker
De Marisa a 22 de Dezembro de 2006 às 09:20
Shakermaker ...
Pois o que quer, eu sou uma mulher complicada, logo só me dá pra escrever sobre coisas destas... Gosto da sua maneira de 'ver' o amor, bastante prática, como eu.
Mas deixe-me corrigi-lo , eu tenho a certeza de que não há grande amor se não houver bom sexo, agora sei é que não é necessário haver amor para haver sexo e sei tambem que o sexo com alguém que nos ama passa muito além da queca ou do sexo, é o sexo.
É telepatia.

Gostei imenso dos eu comentário, aliás como vem sendo hábito, muito obrigada pela visita, e pelo seu ar sério que lhe fica muito bem.
Tenha um excelente Natal.
Um abraço...
De zuco a 20 de Dezembro de 2006 às 21:30
Não comento.
É contra os meus principios falar de amor de coração partido.
De Marisa a 21 de Dezembro de 2006 às 12:51
Zuco, acho que fazes muito bem!

Além disso... 'who cares about love'...
Pois...
De Cristal a 20 de Dezembro de 2006 às 14:17
Já uns tempos que cá não vinha e nem de
proposito este Post.
Amor sério, enfrenta tudo??? Se o é enfrenta sim.
Amor incondicional, perdoa tudo??? Perdoa.
Amor puro, dura para sempre??? Dura.
Sexo .... é simplesmente sexo, umas boas horas
de prazer, uma simples despedida e fica por ali.
Amor... é o querer te-lo sempre mais , faz-se
loucuras ... há tanto quer dizer.
Beijos.
De Marisa a 20 de Dezembro de 2006 às 16:26
Cristal, que bom ter-te por cá!
E logo neste texto... és uma romantica incurável, eu sei e isso tambem és ser feliz.
As tuas respostas são as possíveis de alguem que acredita piamente nessa coisa bela que é o acto de amar... desejo sinceramente que esse teu conceito de amor, se concretize.
Tu mereces...

Obrigada, amiga, adorei receber-te.
Mil beijos.
De igara a 20 de Dezembro de 2006 às 12:03
Marisa, hoje, ao fim de tanto tempo, e porque tenho andado com trabalho a perder conta, decidi parar aqui! Gostei de te ler, mas quanto ao Amor...
O Amor, surge de tantas formas, que efectivamente, é dificl (eu diria mesmo impossivel) de definir. Cada forma de Amor, prende-se com as nossas entregas e com a forma como recebemos a contrapartida.
Eu acredito no Amor para sempre, acredito, que uma relação se edifica nas partilhas e se valoriza nas entregas! Não será para sempre um Amor, com sabor a paixão....mas o tempo, dá-lhe formas diferentes, e contornos novos!
Eu sonho muito, e sempre sonhei ter a vida que tenho, junto da pessoa que escolhi para fazer vida e partilhar essa vida com os meus filhos (gostava que fossem 5, fiquei pelos 2). Sou feliz porque sempre tive sonhos á minha medida e á medida da minha Vida.
Sei que todos nós, mais cedo ou mais tarde, acabamos por encontrar essa pessoa que nos completa e nos complementa! Ao fim de 20 anos de partilhas e de vida em comum, sei que a minha opção foi a certa, e consigo ser feliz todos os dias!

Aproveito, para te desejar um Natal Feliz, e que o Ano Novo, te traga todas as cores do Mundo e concretize todos os teus desejos! Mil beijos e abraços apertados! Gosto de ti Marisita! :))))
De Marisa a 20 de Dezembro de 2006 às 12:23
Igara!
Que coisa boa, que prazer imenso receber-te cá.
Ainda pra mais num texto como é este, romantico e verdadeiro, como tu.
Pois eu sei que tudo o que aqui escreves-te é verdade e mais que isso, acreditas piamente no amor, na sua imensidão e eternidade. Talvez por isso consigas ser tão feliz...
Um bom porto de partida é termos sonhos do tamanho da nossa alma...

Minha querida para ti e para os teus, o melhor de todos os Natais, a maior das alegrias e tudo o que mereces.
Um ano 2007 maravilhoso!
Beijos muitos os suficientes para te demonstrar o meu carinho por ti.

Eu tambem gosto imenso de ti!!!!
De marisa a 19 de Dezembro de 2006 às 21:27
ola marisa
gostos nao se discutem... e certo e tb e certo k adoro qdo ouço o meu marido dizer k me ama gosto nao me emporto nada de ouvir milhentas vezes... é como tudo

sou uma pessoa mto emotiva e falo mto qdo gosto das pessoas tenho medo de as perder e ficar algo por dizer entao digo e digo sempre k amo ou gosto mto de alguem sem reticencias...

beijocas e fica sabendo k gosto mto de te visitar mas isto nao e novidade para ti ... espero k gostes de ler
De Marisa a 20 de Dezembro de 2006 às 09:19
Olá!
É verdade os gostos não se discutem, quando muito divergem...
Se é a tua maneira de viver o amor, então sê autêntica.
Obrigada pela visita e simpatia.

Beijinho.
De cheiodetesão a 19 de Dezembro de 2006 às 15:20
Suponho, minha querida Marisa, que o amor não se define. Sente-se e pronto!

E cada um de nós sentirá o amor de maneira diferente, isto é, haverá um estágio nos sentimentos a que se chamará amor, mas esse estágio será diferente de pessoa para pessoa. Aquilo que para ti, quando pensas nisso, é amor, talvez seja insuficiente para mim, ou o contrário, claro.

Mas ainda assim, se eu tentar descrever o amor, diria que amar é dar! Simplesmente dar, sem condições, sem nada. (Eu sou egoísta, sabes?! Mas amo, gosto da minha Afrodite, da maneira que eu sei gostar. Ela é, para mim, o amor)

E não creio que o amor seja para sempre. Pode haver esse amor que sempre dure, mas os condicionalismos da vida muitas vezes desunem as pessoas e elas deixam de se amar, às vezes sem querer, mas deixam...

Enfim, falar de amar é nunca mais acabar de falar.

Ame-se e ponto final!

Olá Marisa, um beijinho com sabor a torta de amêndoa!
De Marisa a 19 de Dezembro de 2006 às 15:36
Pois se calhar o amor, sente-se... e a tua maneira de sentir é muito bonita.
Mas sabes melhor que sentir o amor, é perceber com quem o sentimos e dar a essa pessoa a hipótese de nos deixar amá-la seja qual for a nossa forma.
Tu tens uma óptima forma de dar o teu amor seja qual for a tua definição, tens alguem que te quer e quer o teu amor, isso é maravilhoso...

Olá Tesão, um beijo com sabor a torta de amêndoa chila...
De cheiodetesão a 19 de Dezembro de 2006 às 21:36
Vou comê-la amanhã à tarde no Colombo. Refiro-me à torta de amêndoa com chila, está claro...

:)

De Marisa a 20 de Dezembro de 2006 às 09:20
Então dá-lhe uma bela trinca por mim... à torta!
Um beijinho.
De dossier de argolas a 19 de Dezembro de 2006 às 14:15
O amor, pois. Coisa complicada. Como diz, e bem, cada um tem o seu significado para o Amor.
Li outro dia por aí, não sei bem onde, uma aproximação ao amor que faz todo o sentido:

"Amor é permanecer lá, mesmo quando já não se ama."

A mim parece-me bem....mas fica a léguas de muito do que normalmente se associa ao amor: paixão, prazer, bem-estar, romantismo, e por aí fora. Será?

Tenha um Feliz Natal, Marisa, e um Ano Novo cheio daquilo que mais desejar...até de amor, se o deseja.
De Marisa a 19 de Dezembro de 2006 às 15:33
Olá Dossier, coisa complicada não é?
Deu-me pra isto o que quer.
Mas olhe gostei dessa definição, dá que pensar...

Desejo-lhe tudo do melhor e não porque é Natal ou Ano Novo, só porque o Dossier o merece.

Um beijo apertadinho.

Vero?

veropiacere@sapo.pt

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