Segunda-feira, 29 de Janeiro de 2007

Porque será…

Que as manhãs de frio são sempre superadas com uma boa dose de humor e o stress que não dispenso porque me faz sentir viva…

Que as noites são sempre longas quando sabemos o dia vai ser preenchidíssimo e cheio de coisas a tratar…

Que o cansaço é sempre superado com um sorriso promissor e a premonição de que vai ser uma noite longa e muito bem passada…

Que o mar tem sempre outro encanto no Inverno, quando a areia húmida se aninha entre os dedos…

      

Que o tempo melancólico e cinzento me traz sempre recordações doces e um ar romântico, a que nem sempre estou habituada…

Que os melhores momentos do dia são sempre dentro do duche bem quente, em que finalmente começo a sentir a pele de novo e os sentidos a despertar…

Que a chuva é tão desagradável e desconfortável e ainda assim uma delicia a que raramente consigo resistir…

Que as manhãs com sol têm sempre outra magia que não têm as de Verão, pela claridade e pela delicia que é sentir o sol de Inverno a bater na cara no meio de um dia gelado…

Que apesar do cansaço nunca me sinto derrotada, ou desmoralizada, ou triste porque não está a correr como se pretendia…

Que apesar do pouco tempo, do cansaço acumulado e do frio que tenta sempre condicionar-me, eu estou cá, estou prás curvas, estou imparável e quem vier morre?

Escrito por Marisa às 09:44
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Quinta-feira, 18 de Janeiro de 2007

Impõe-se…

Meu Deus, estou a precisar urgentemente de uma bela noite de sexo… hoje!

Não é isso!

É claro que tenho tido sexo, mas quero algo mais intenso, mágico, revigorante, daquelas noites que sabemos, ficará eternamente na nossa memória, daquelas em que quando nasce o dia, tudo nos dói e é deliciosamente bom…

Talvez prepare um jantarinho simples, só porque vamos de facto gastar imensas energias, ahahahahahaha e depois deixo uma frutinha na bandeja, a verdade é que fico sempre com fome depois de noites destas que são verdadeiras epopeias.

Vou pra casa tomo o meu banho, perfumo-me, ponho uma música bem estimulante pra espevitar e depois ligo-lhe, sem nunca denunciar o que lhe quero fazer, ou será, que ele me faça?

Talvez que façamos aos dois, ahahahaha, peço-lhe para ir lá a casa que estou com um baixo astral tremendo e capaz de me atirar do 14º andar… se calhar é muito forte… Acho que a voz me vai trair…

Bom e depois é só dar largas à imaginação, lembrar-me que sou uma fera, que estou imbatível, que quero tudo naquela noite, que o mundo pode acabar que eu nem vou perceber, aliás… se não acabar por sua iniciativa, nós daremos um jeito!

 

        

 

Talvez prepare flutes de champanhe enquanto ele toma o seu banho, adoro quando sai do duche molhadinho, cheirosinho, relaxadinho e começar logo ali, em frente ao lavatório embaciado pelo ambiente que se faz sentir húmido e morno e eu tórrida…

Desta vez não o limpo com a toalha… talvez com a língua, não lhe coloco o seu creme corporal, talvez lhe deite um pouco de champanhe pelo peito… para amaciar…

Não quero ficar-me pela casa de banho, a casa de banho só nos permite iniciar as hostes e no quarto também não, quero fugir de tudo o que me lembra monotonia… se calhar nas escadas… pode ser desconfortável eu sei, mas é excitante um vão de escadas enorme, um corrimão lindo no meio da sala e nós ali completamente possuídos pelo desejo, hummm, parece-me bem.

Quando as costas acusarem a dureza da madeira, podemos sempre fazer uma pausa para champanhe, mudamo-nos para a chaise long e recomeçamos em grande estilo!

Espero que saiba que não o vou poupar, espero que tenha em mente algo de muito intenso e poderoso, porque eu não vou querer menos e definitivamente… esta vai ser a foda das nossas vidas…

…ah, amanhã tenho uma reunião no escritório às 9 horas, não posso faltar…

Escrito por Marisa às 09:03
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Segunda-feira, 15 de Janeiro de 2007

Estou lá!

Melhor que erguer uma taça de champanhe e dizer eu consegui, é percorrer todo o caminho até lá chegar…

Como se o início de ano indicasse também o início de novos projectos, ou decidisse marcar definitivamente uma viragem na minha vida, tenho entre mãos dois belos projectos pelos quais estou excitadíssima.

Do que gosto mesmo é do desafio que é testar as minhas capacidades, de sentir que estou na estrada, da azáfama e do stress, e sentir que esses projectos também dependem de mim!

Sendo um pessoal e outro profissional o tempo que me resta não tem sido muito, mas o brilhozinho que me colocam nos olhos, porque me sinto viva, porque estou pronta para tudo e porque mais uma vez desafio quem pensa que a audácia pode ser redutora para alguma coisa, deixa-me muito orgulhosa de mim…

                          

O que sempre me deu mais prazer, foram os casos impossíveis, as fasquias altas, os percursos sinuosos. O prazer que tenho em brindar às vitórias e dizer ‘consegui’, só é suplantado pelo grande gosto de percorrer esses mesmos caminhos, às vezes contra tudo e contra todos, sentir que dependo de mim, saber que vai dar imenso trabalho e ainda assim um prazer infindável realizá-lo… sinto-me uma criança com um brinquedo novo.

Podem não ser bem sucedidos, podem ter um fim trágico, podem ser o início de muitos problemas… podem, mas têm de certeza um gosto muito especial do qual não estou disposta a abdicar por nada, e depois se correr mal há sempre o prazer imenso que é dizer ‘eu tentei’, ‘eu estive lá’ e sempre, mas sempre... ‘eu não desisto!’

Escrito por Marisa às 10:55
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Segunda-feira, 8 de Janeiro de 2007

Estados de felicidade...

A primeira vez que me apaixonei bateu forte, foi… como se estivesse e correr e de repente houvesse uma barreira intransponível, que me fez parar de uma só vez. De repente acabou o cansaço e a corrida e a velocidade, tudo parou… só a cara continuou ruborizada.

É engraçado, a paixão não é uma coisa que se vai adquirindo, ou atingindo, ou percebendo… não comigo, olhamos por acaso e pronto fomos mordidos, estamos noutro universo, a vida ganhou outro sentido… dura pouco, mas enquanto dura é loucamente bom.

Não estou apaixonada agora e ainda bem, porque tenho a consciência de que andar muito tempo nesse estado de levitação é quase prejudicial, a vida não tem a sua forma verdadeira e todas as outras coisas, que não o ser por quem estamos apaixonados, são completamente secundárias.

Julgo que a paixão é dos poucos sentimentos que tem a total capacidade de nos transfigurar, de nos fazer cometer os maiores excessos, de nos proporcionar uma felicidade infindável, de nos tornar completamente irracionais, de nos fazer ver o mundo com outras cores e de nos cansar de tanta sensação boa.

Faz-nos bem uma paixão arrebatadora é verdade, mas é também muito desgastante, muito intenso, muito possessivo, prefiro agora algo mais tranquilo e bem saboreado como é o amor… é quase como se a paixão que vivi passasse agora para outro nível, como se tudo aquilo que é tão bom, fosse agora insuficiente ou menos apreciado, ou menos querido…

                   

 

O que eu aprecio mesmo é a cumplicidade que quem fala para além das palavras, os silêncios que se completam de mãos dadas, as noites num peito aconchegante e calmo, os banhos partilhados pela espuma para além do corpo, as sms’s que têm um código próprio de quem já não precisa de expressões pré-concebidas, as recordações que trazem brilho nos olhos, a alma que não é gémea de ninguém mas precisa da outra que tem conceitos semelhantes… e adoro sentir saudades… da pele, do odor característico, do sorriso tímido, do calor do corpo, de partilhar o que quer que seja, partilhar-me, partilhar-nos…

Dizem que o amor é o culminar de uma grande paixão, que não se pode amar o que não foi paixão, que o amor é mais morno, que a paixão é brasa, não sei… mas se for assim, então as grandes paixões são a antevisão do magnífico estado de vida que é o amor…

Escrito por Marisa às 09:20
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Quarta-feira, 3 de Janeiro de 2007

Venha mais um...

Acordei e já estava no ano seguinte…coisa estranha esta de numa simples noite, melhor num simples minuto, ou ainda mais preciso, num simples e banal segundo se transitar de ano.

Nunca gostei da data e dos festejos e das loucuras de reveillon , aliás detesto festas programadas e ocasiões em que obrigatoriamente devemos estar felizes.

Agora acabou a hipocrisia cada um de nós volta ao seu estado normal, retomamos os nossos empregos e as nossas rotinas, já podemos voltar a falar mal de todos e os pobrezinhos sejam de espírito ou os que realmente o são, só voltam a ser lembrados no Natal que vem.

Acabou aquele vendaval de stress e correria desenfreada pelos centros comerciais, acabaram os sorrisos parvos a desejar boas festas a toda a gente, só porque toda a gente o faz…

E eu sinto-me sempre tão sozinha no meio dessas multidões e nunca percebo de onde brota toda aquela felicidade aparente e como pode a vida de repente ter como grande prioridade aquilo, fazer todo aquele sentido e euforia.

                 

Não gosto de sair de casa na noite de reveillon , ou melhor de andar pelas ruas, acho que as pessoas se transfiguram, acho que aquela histeria é receio de que algo de bom termine ou que nunca mais possam passar uma noite… assim.

Acho que lhes custa assentar e pensar no que foi o ano ou tem sido a sua vida, o que precisam mudar essencialmente em si... o som alto da música e as flutes de champanhe ajudam a adiar as conversas mais importantes… que são connosco próprios.

Passou mais um ano, chegam mais objectivos, novas metas, mas nessa noite foi o culminar, tudo assume importância relativa, só o champanhe e as passas importam…

Não gosto de traçar objectivos para o ano seguinte, nem gosto de assumir o que falhou no ano que finda, porque nunca os assumo como um fim e um principio, são só uma continuação…

Enquanto lavo as flutes e arrumo a louça lavada, percebo que foi só mais uma noite, nem sempre uma noite de festa plena, mas em que quase obrigatoriamente têm de haver excessos…

Para este ano não desejo nada de especial, só não quero perder nada do que tenho e alcancei até aqui…

Escrito por Marisa às 10:27
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