Quinta-feira, 19 de Agosto de 2010

Sei lá...

Foi o melhor título que me ocorreu, a quem esperava mais de mim, as minhas sinceras desculpas mas não sei mesmo porque estou aqui a escrever... reescrever.

A minha vida já deu tantas voltas, a de todos nós, já cresci tanto (ou devia), mas de hoje não podia passar...

 

PRIMEIRO, a todos os que continuaram, peregrinamente a vir cá, o meu imenso e infinito obrigada, vocês nunca me deixaram, aliás fizeram questão de me mimar, a mim e aos meus textos que são extensões de mim, ainda tão presentes e verdadeiros... como agradecer...

A todos o que me conhecem pessoalmente e fazem questão de insistir para que eu volte a escrever, que sentem falta de me ter em palavras, que sentem falta da minha garra e ao mesmo tempo insegurança em cada texto... sim querida KA, continuas e continuarás a ser a minha melhor amiga, ou a única se calhar...

A todos os que por mail me perguntavam onde estava a Marisa do Veropiacere, o que aconteceu, pois bem, estou aqui!

 

E hoje venho só dar um grande beijo a todos, agradecer o mimo constante e infindável, dizer-vos que me ajudaram imenso e que depois de tanto, posso afirmar convictamente, não sou a mesma Marisa, sou a que conheciam... mas em melhor...

 

Muito obrigada

 

Baci per tutti...

Escrito por Marisa às 14:47
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Segunda-feira, 2 de Julho de 2007

Ciao

... era inevitável...

Porque não concebo escrever só porque sim, porque nem sempre os dedos conseguem escrever o que a alma me pede, porque se calhar não tenho mais nada pra dizer...

Termina aqui o que foi durante mais de um ano o meu Vero Piacere, termina aqui uma das mais belas formas de libertação, a minha.

O piacere imenso que foi escrever o que me dava na real gana e esperar ansiosamente pelos vossos comentários, que foram sempre, sem excepção, simpáticos, atenciosos, inesqueciveis...

Ainda não fui embora e já tenho saudades, aliás eu não vou embora, vou só ficar sossegadinha por aqui..., vou só ficar neste meu cantinho a sorrir com os vossos belissimos textos, os vossos mails, a vossa presença.

Porque eu não sou mulher de despedidas, deixo-vos um beijo imenso, um sorriso do tamanho do mundo e deixem que vos diga, foi muito bom... sempre...

                

Ao Vero Picere!

A todos!

 

Escrito por Marisa às 11:11
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Quarta-feira, 27 de Junho de 2007

(...)

Enquanto a água caía demoradamente, prazerosamente, minuciosamente por cada extremidade do meu corpo, cada curva, eu percebia que nem sempre a senti assim…

Julgo que não fui eu quem descobriu o meu corpo, talvez ele é que se tenha dado a conhecer, em momentos banais como aquele simples acto de tomar duche, ou passar um creme pelo corpo, ou simplesmente pelo prazer de tocar, e tocar em si mesmo esconde muitos segredos.

Desde os tempos em que tinha quase vergonha de me olhar, de me percepcionar, até hoje em que o prazer de me deter em partes do corpo que me excitam só de olhar, vai um longo caminho de aprendizagem. Aprendi a gostar de mim, a apreciar-me, a tocar-me, a sentir os meus impulsos, a sentir o prazer a brotar…

Antes o acto de tomar duche, era muito simplesmente um acto rotineiro, um acto de higiene e só, mas à medida que o tempo passa, vou descobrindo que é um local de reencontro comigo, que é um local de culto quando a alma anda separada do corpo, é um momento de permanente descoberta, porque tudo ali sou eu e as minhas mãos…

Há coisas que não se aprendem, vão-se adquirindo com o tempo, não se ensina a atingir um orgasmo, não se ensina a amar, não se aprende o prazer, tudo é o sentir, a maturidade, a entrega, o desprendimento, a simplicidade ensina-nos que o que mais prazer nos dá, é muitas vezes parte de nós…

 

               

 

Tomar um duche, pode ser só mais uma das coisas que se fazem todos os dias, pode ser mais uma tarefa quotidiana, mas também pode ser um dos momentos mais aguardados do dia, pode ser o que nos devolve um sorriso, a serenidade, a confiança, o piacere…

Ontem entrei para o banho, profundamente cansada, desgastada, desmotivada… saí, passados alguns momentos que são muito meus, relaxada, revigorada, deliciada e certa de que aquele tempo é essencial, assim como o vero piacere…

Escrito por Marisa às 10:13
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Segunda-feira, 18 de Junho de 2007

Ingenuidade

Continuo uma grande ingénua... e gosto-me assim.

Lembro-me como se tivesse sido ontem:

-És a mulher mais linda que eu já vi!

Eu acreditei, com toda a inocência que só uma criança consegue ter, com a mesma ingenuidade com que se acredita no Pai Natal… naquele dia, quando ele me disse lá de cima do monte de feno, que eu era a mulher mais linda que ele tinha visto, eu acreditei piamente, soube que era assim... mais tarde depois de um beijo muito tímido no rosto, mas verdadeiro como nunca nenhum outro será, disse-me por entre um sorriso rasgado e o olhar puro, daqueles que já não há:

-Quando formos grandes, vou casar contigo e vamos ser felizes como a minha mãe e o meu pai!

Sorrimos como que selando aquela promessa, saltámos pela milésima vez do monte de feno do Ti Joaquim e fomos a correr para casa que se fazia tarde.

Durante muito tempo acreditámos que o resto da nossa vida ia mesmo ser assim, partilhada, ás gargalhadas, cheia de nódoas negras e castigos, mas tão feliz...

                            

Hoje em dia quando me dizem algo do género, aquela melodia já não me soa tão bem ao ouvido, mas procuro sempre acreditar, aliás o meu sorriso denuncia logo a alegria de o ouvir, a ingenuidade dentro de mim ainda me deixa pensar que é verdadeiro, quem me diz algo tão simpático tem que ter a consciência de que se mo diz é para eu acreditar, é para eu sorrir.

Mas é mais simples pensar imediatamente que se estão a meter connosco, ou que estão a gozar, ou que estão a dizer aquilo só pra não dizerem que afinal somos só mais uma, criamos um escudo e preferimos acreditar que ninguém nos pode dizer a sério que somos especiais, lindas.

Eu gosto de passar na rua, ver uma velinha e dizer-lhe que é bonita, com toda a veracidade quanta a alma mo permite, e é um regalo ver o brilhozinho nos olhos enquanto oiço, 'Já fui já, no meu tempo...', mas a verdade é que não há tempo pra ser linda, não há idade limite pra se dizer, ou sentir, ou ser e não temos que ter vergonha de expressar o que pensamos, principalmente se esse ‘pensar’ vai fazer alguém mais feliz…

Escrito por Marisa às 15:00
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Quarta-feira, 13 de Junho de 2007

Viver...

A vida nem sempre é como gostamos, ou se calhar a grande dificuldade é saber do que se gosta...

Entre as noites tórridas de um calor que vem de dentro e uma aragem que continua a deixar-me a pele arrepiada, sinto-me sempre preparada para o que a vida reservou para mim, ainda que nem sempre o aceite de animo leve, prefiro ser eu a conduzir a vida, não gosto que seja ela a transportar-me, não vá ela deixar-me num sitio de onde seja já irremediável sair ...

Os ventos provocam-me incertezas, desânimos momentâneos, apatias desconfortáveis, por vezes a insegurança é a maior certeza...

Do alto do meu ser, sinto-me por vezes tão pequena, dentro de todo este fogo que me consome, há um gelo tão poderoso que quase rói...      

     

Acordar todos os dias e manter a rotina que muitas vezes é só o que nos mantem vivos, não chega para me sentir realizada, os objectivos, as ambições só me tornam escrava da vida e deixar de viver pelo que gosto, mas viver pelo que quero,  já chega.

O que eu quero mesmo é chamar vida a tudo o que faço por prazer, acordar cedo porque há demasiado sorrisos para dar nesse dia, porque há momentos que não posso mesmo perder, viver pelo prazer de saborear o que me faz mal e sabe pecaminosamente bem...

Viver para depois morrer não chega, quero viver tudo o que a vida deixar, sem a obrigação de ter de cumprir os meus objectivos, sem a pressão de ter de ser feliz, só se é feliz quando nem nos lembramos que a felicidade existe...

Escrito por Marisa às 15:36
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Sexta-feira, 8 de Junho de 2007

Pretensão

Deixem-me falar um bocadinho, de mim…

Ahahahah , bem sei que é o que tenho feito neste último ano, mas o que proponho agora é falar da minha essência, do que me intimida, da parte da qual não gosto de falar, falar do que nem sempre me orgulha, falar do que se gosta sempre de esconder, das minhas fragilidades, do que sou mesmo!

Eu sou um forte, um porto seguro, mas com um medo imenso de ruir…

Sou um sorriso fácil, uma gargalhada constante, uma disposição sempre contagiante, com mágoas cá por dentro que não ouso sequer recordar, enfrentar…

Sou tudo o que a liberdade tem de melhor, o vento, as ondas, a chuva, mas tenho medo…às vezes de um simples olhar, um passo em frente…

Sou a coragem, a garra, o olhar poderoso, a voz altiva, mas dentro de mim, tanta insegurança, o receio de falhar, a tentação de simplesmente fugir…

        

Sou um corpo grande, toda eu, muito eu, orgulhosamente sedutora, sexy, implacável, mas doce, meiga, terna, frágil…

Sou uma mulher, como desde sempre me lembro de ser, sou a presença, sou a responsabilidade, sou a Mulher, mas para sempre criança, impulsiva, carente, infantil, ingénua…

Sou uma fraude… ou serei afinal como todos, as minhas inseguranças serão só minhas, ou todos nós queremos muito escondê-las…

As minhas lágrimas, poucas, são tão verdadeiras, sentidas, como a segurança que transmito em cada projecto, a cada afirmação

O ar invencível, inatingível, torna-me só numa prisioneira de mim mesma, ou esconde durante algum tempo a minha verdadeira essência , a insegurança é o meu maior segredo… e esta é a minha verdade…

Escrito por Marisa às 11:38
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Hummmm...

Sei lá...

Ciao

(...)

Ingenuidade

Viver...

Pretensão

Quando...

Kininha

Renascer…

Hoje não…

Recordar...

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